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Não pendure balinhas no meu retrovisor

Quem mora em São Paulo conhece os famosos vendedores de balinhas espalhados por todos os semáforos da cidade. São famílias inteiras, vendendo pequenos pacotes de balinhas sortidas, sempre acompanhadas de dizeres como “Estou aqui para sustentar a minha família”, ou “Eu podia estar roubando, mas estou aqui vendendo balinhas”. O processo de venda é muito simples: alguém, geralmente uma criança, pendura o pacotinho de balasna maior quantidade de retrovisores possível. Se você quiser comprar, basta pegar o pacote e estender a mão munida de R$1,00. Se não quiser, deixe o pacote que eles tiram. Tudo isso acontece em um minuto e meio, que é a média dos nossos semáforos.

Além de ser uma excelente oportunidade para estas pessoas, e venda de balinha nos semáforos é um belo caso de levar o produto certo para o público certo. O trânsito é chato, estressante, e uma balinha ajuda a adoçar a chatice do trânsito, com o perdão do trocadilho. E porque vende tanto? Porque é barato, abundante e é pertinente.

E é nessa tecla que eu bato sempre: seja pertinente! Campanhas de e-mail marketing não são como balinhas. Muita gente acha que tem que atingir a maior quantidade possível de pessoas pra atingir qualquer nível de sucesso. Eu, particularmente, aposto em outra direção: a da pertinência, levando a mensagem certa para um público que pode até ser menor, mas que QUER ouvir aquela mensagem.

Mas como saber o que o seu público deseja? Pergunta pra eles, cára-pálida!

A Internet é o único meio que permite, ao anunciante, interatividade. E quando eu falo em interatividade, não estou falando de um site que mexe e pula, que você pode mudar de cor ou escrever um recado na tela.. Estou falando de troca de informação, de interação mesmo. Quando você vê um anúncio na TV, você absorve aquela informação e pronto: acabou ali. Com a internet, você pode perguntar para o seu público o que ele quer e, pasme: o público responde!Já fizemos promoções online aqui na Energy, onde os usuários deixavam todo tipo de informações em troca da participação a sorteios de prêmios simples, como máquinas digitais, iPods, cestas de biscoitos, etc..

Com isso, tudo o que você precisa é saber trabalhar com estas informações. Se você souber onde o seu consumidor está, do que ele gosta, do que ele não gosta, se acorda cedo ou não, etc, você tem como levar pra ele informação segmentada. Por exemplo, você pode mandar um e-mail vendendo tacos de golfe diretamente pra quem joga golfe, e não pra 1.000.000 de e-mails, onde 4 pessoas jogam golfe. Além de tudo, você economiza seu tempo e sua infra-estrutura, pois enviar um milhão de e-mails consome tempo e servidor.

Portanto, amigo… Pode esquecer aquele CD da Santa Ifigênia com sei-lá-quantos milhões de e-mails, primeiro porque é crime, e segundo, porque a utilização de uma base dessas te transforma num spammer, e torna a sua ação inóqua, cara e ruim. É a anti-propaganda.

Ações por e-mail funcionam? Sim, e muito, se bem feitas. Ações por e-mail são baratas? Sim, e muito. Porém, quando for enviar algum e-mail marketing para mim, não se esqueça: Não pendure balinhas no meu retrovisor!