Loja virtual gratuita?
Aqui na Energy, o nosso negócio é desenvolver lojas virtuais, personalizadas de acordo com a necessidade de cada cliente, baseadas numa ferramenta de e-commerce open source chamada Magento. Acreditamos que, desta maneira, podemos tirar proveito da economia feita com os custos de licença, e utilizar todo o nosso conhecimento para entregar lojas funcionais, altamente customizadas, a um preço razoável para o nosso cliente.
Há outros modelos no mercado, e vão desde o desenvolvimento total de sistema de e-commerce (caro, válido apenas para projetos ambiciosos), passando pelos detentores de -bons, diga-se de passagem- sistemas próprios, e chegando à ponta extrema dessa corda, que são as lojas virtuais gratuitas (ou quase gratuitas).
Já me aconteceu mais de uma vez, de o cliente ter dúvidas em relação a estes modelos, e sentir dificuldade de entender porque algumas opções custam tão caro, se temos lojas que custam um pouquinho por mês, ou até gratuitas no mercado.
Minha resposta, que precisa sempre ser ponderada, é bastante clara: Todas as opções são válidas, e a tomada dessa decisão vai depender do seu objetivo, do seu investimento e do seu planejamento. Neste post, pretendo falar mais especificamente da loja mais simples, a gratuita, com suas vantagens e desvantagens. Entenda como loja gratuita, aquela que o seu parceiro de hospedagem te dá de graça, utilizando um botão de instalação no painel de controle, ou aquela que te cobra um fee mensal que, geralmente, fica por volta de R$100,00.
O primeiro se ter em mente, é que a loja gratuita é sim uma boa opção, e não pode ser descartada. Seria bastante injusto dizer “compre a nossa, a loja gratuita é um lixo”. Não, não é nada disso, ela é boa. Para alguns tipos de e-commerce.
Costumo dizer que a loja gratuita é uma boa opção para quem está começando, sem grandes planos e sem orçamento. Basicamente aquele tipo de cliente que está entrando no e-commerce pra “ver no que vai dar”. Num caso assim, principalmente quando existem restrições orçamentárias, acho justo que o cliente prefira gastar todo o seu recurso em estoque, e não em ferramenta. Afinal, isso faz parte do planejamento dele.
Mas, afinal, qual a verdadeira diferença entre uma loja gratuita e um sistema próprio?
- Antes de mais nada: porque é tão barato?
A resposta é simples: essas empresas possuem algum sistema de loja virtual (à s vezes próprio, ou mesmo um magento compartilhado, enfim) que tem como caracterÃstica se desdobrar em inúmeras lojas diferentes e independentes, rodando sob o mesmo cerne, ou seja: a loja em si, é uma só, mas a camada de apresentação se divide em inúmeras lojas menores. Com isso, a empresa responsável pela administração precisa contar com uma hospedagem de qualidade, e se preocupar em manter apenas um único sistema de lojas virtuais rodando de maneira estável. Isso diminui demais os custos, e por isso é tão barato. Não há nada de ilÃcito, nem de desonesto. É apenas um modelo de negócios viável. - Escalabilidade
Aqui começamos a esbarrar na questão da estratégia. A maioria destas lojas gratuitas limita a quantidade de produtos por loja, ou banda, ou espaço em disco, ou page views, enfim. Como estas empresas trabalham com sistemas compartilhados, é necessário manter controle sobre a estabilidade do servidor. É muito mais fácil gerenciar um sistema onde sabe-se que rodam 100 lojas, limitadas a 100 produtos cada, do que gerenciar um sistema onde existem 10 lojas, e não se sabe o tamanho delas. Portanto, se você pretende divulgar massivamente, ou ter um grid de produtos maior, pode ser que este modelo não seja o mais adequado para a sua loja. - Personalização do design
Mais uma vez, estamos falando de um sistema único, gerenciando diversas lojas. O administrador do sistema não vai poder lhe permitir certos privilégios dentro do cerne da ferramenta. Ele lhe dará algumas opções de layout em forma de templates e cores, apresentação de produtos e afins, e você deverá escolher, dentre os apresentados, aquele que mais se encaixa com o seu objetivo. Trata-se de um sistema muito simples, e você consegue colocar uma loja de pé em alguns cliques. A desvantagem é que, além da sua, fatalmente existirão muitas lojas com o mesmo visual, as mesmas cores… e outro logotipo, o único diferencial. - Flexibilidade
Mesmo trabalhando com uma ferramenta completa como o Magento, eu costumo complementá-la com plugins, add-ons, outras ferramentas (como no caso dos e-mails marketing, em que integro o Magento a outras ferramentas mais poderosas), enfim, o que é impossÃvel nas lojas compartilhadas. Dando um exemplo prático: você quer fazer um hotsite especial para o dias dos pais com um simples concurso cultural, integrá-lo à sua base de dados, e conceder um ticket de desconto para os participantes. Num sistema compartilhado, isso não será possÃvel. Num sistema próprio, será até fácil. - Otimização de mecanismos de busca (SEO)
Para se desenvolver um bom trabalho em SEO, é necessário ter acesso ao código de cada página, trabalhar minuciosamente pontos importantes do próprio sistema, e esse trabalho muda de loja para loja. Portanto, num sistema compartilhado, poderá haver sérias limitações quanto à maneira como os mecanismos de buscas irão indexar o seu conteúdo.
Enfim, lojas gratuitas, ou compartilhadas têm as suas vantagens e desvantagens. Tudo depende da sua estratégia. Gastar muito num sistema fantástico e não sobrar nada pra comprar o seu estoque não adianta, e economizar demais e acabar limitando as suas vendas, também não.
Como opinião pessoal, quero mesmo é que todos entrem no mundo das vendas pela internet. O mercado como um todo só ganha com isso, o lojista ganha e o consumidor ganha.


