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Planejamento, não saia de casa sem ele

Hoje recebi um e-mail do meu querido amigo Vincent Vader, professor da ESPM. O assunto vinha de encontro com algumas coisas que eu queria escrever aqui há muito tempo, e aproveitei pra respondê-lo, e de quebra colocar aqui, do jeitinho que foi, sem passar no photoshop, nem nada.

Vince Vader: Dani, quais são os passos de implementação de um e-comemrce em uma empresa?
Estou fazendo um case aqui pra ESPM e preciso de depoimentos.
Abs!

Bom, segue abaixo a resposta.

“Vader, isso é complexo.

Porque muita gente pensa que é só montar o site e sair vendendo, e não é. O maior responsável pelo sucesso de um ecommerce é o planejamento. E a seriedade das pessoas em respeitá-lo.

Tudo começa num plano de negócios. Um documento onde você precisa responder, basicamente, a estas perguntas:

1 - Quem?
Quem são as pessoas envolvidas dentro da empresa, quem será responsável por botar o site de pé, quem vai operar, quem vai cuidar da logística, enfim. Os “atores” desse processo.
Em outras palavras, não adianta deixar o e-commerce na mão do carinha do suporte que manja de internet, isso vai dar errado.

2 - Quando?
Um cronograma de operações. Minucioso, de preferência. Desconfie de qualquer um que fizer um cronograma de menos de 3 meses. Como eu disse, não é só botar o site no ar e ficar rico :-)

3 - Como?
Estratégia de desenvolvimento do site em si. Negociação com fornecedores, negociação com transportadoras, negociação com operadoras de cartão de créditos, bancos e afins.

4 - O que?
O mix de produtos. Aqui está a chave do negócio, e muitas empresas erram e matam um ecommerce nesse ponto. É preciso conhecer profundamente o seu mercado, os seus consumidores e os seus produtos.

5 - Onde?
Qual a abrangência da sua loja? onde está o seu público-alvo? Não adianta nada você abrir a loja achando que “tá na internet, vendendo pro mundo todo”. O frete de um produto de $60,00 de São Paulo até Roraima pode, dependendo de poucos fatores, custar mais do que o produto. Logo: neste caso, é preciso entender que Roraima não está no seu target.
Ainda no “onde”, é necessário ter um QG. Balela isso de achar que pode trabalhar com o estoque do seu fornecedor, etc. É preciso ter uma estrutura física (mínima, é verdade), um estoque organizado, uma inteligência de entrega, enfim.

6 - Quanto?
Quanto a empresa vai pagar de imposto? Quanto custa ficar com o produto parado no estoque? No mix de produtos, sempre tem aquele que “emperra”, e ele impacta no custo dos outros. Quanto vale isso? Uma vez vendido, quanto a operadora de CC vai te cobrar? Ainda mais: QUANDO ela vai te pagar? Quanto custa a equipe responsável? Quando o negócio vai começar a dar lucro? A partir daí, quanto vai custar cada produto na loja virtual? Claro que os custos sempre são menores que numa loja física, mas quanto de lucro cada produto vai dar? A conta fecha? Fica azul?

Enfim, respondidas estas perguntas, a empresa tem um documento, o Plano de Negócios, que vai orientar todo mundo durante a implantação. Este documento deve ser respeitado ao máximo.

A partir daí, de acordo com a estrutura de cada empresa, é possível determinar quais os passos.”

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Planejamento, não saia de casa sem ele

Hoje recebi um e-mail do meu querido amigo Vincent Vader, professor da ESPM. O assunto vinha de encontro com algumas coisas que eu queria escrever aqui há muito tempo, e aproveitei pra respondê-lo, e de quebra colocar aqui, do jeitinho que foi, sem passar no photoshop, nem nada.

Vince Vader: Dani, quais são os passos de implementação de um e-comemrce em uma empresa?
Estou fazendo um case aqui pra ESPM e preciso de depoimentos.
Abs!

Bom, segue abaixo a resposta.

“Vader, isso é complexo.

Porque muita gente pensa que é só montar o site e sair vendendo, e não é. O maior responsável pelo sucesso de um ecommerce é o planejamento. E a seriedade das pessoas em respeitá-lo.

Tudo começa num plano de negócios. Um documento onde você precisa responder, basicamente, a estas perguntas:

1 - Quem?
Quem são as pessoas envolvidas dentro da empresa, quem será responsável por botar o site de pé, quem vai operar, quem vai cuidar da logística, enfim. Os “atores” desse processo.
Em outras palavras, não adianta deixar o e-commerce na mão do carinha do suporte que manja de internet, isso vai dar errado.

2 - Quando?
Um cronograma de operações. Minucioso, de preferência. Desconfie de qualquer um que fizer um cronograma de menos de 3 meses. Como eu disse, não é só botar o site no ar e ficar rico :-)

3 - Como?
Estratégia de desenvolvimento do site em si. Negociação com fornecedores, negociação com transportadoras, negociação com operadoras de cartão de créditos, bancos e afins.

4 - O que?
O mix de produtos. Aqui está a chave do negócio, e muitas empresas erram e matam um ecommerce nesse ponto. É preciso conhecer profundamente o seu mercado, os seus consumidores e os seus produtos.

5 - Onde?
Qual a abrangência da sua loja? onde está o seu público-alvo? Não adianta nada você abrir a loja achando que “tá na internet, vendendo pro mundo todo”. O frete de um produto de $60,00 de São Paulo até Roraima pode, dependendo de poucos fatores, custar mais do que o produto. Logo: neste caso, é preciso entender que Roraima não está no seu target.
Ainda no “onde”, é necessário ter um QG. Balela isso de achar que pode trabalhar com o estoque do seu fornecedor, etc. É preciso ter uma estrutura física (mínima, é verdade), um estoque organizado, uma inteligência de entrega, enfim.

6 - Quanto?
Quanto a empresa vai pagar de imposto? Quanto custa ficar com o produto parado no estoque? No mix de produtos, sempre tem aquele que “emperra”, e ele impacta no custo dos outros. Quanto vale isso? Uma vez vendido, quanto a operadora de CC vai te cobrar? Ainda mais: QUANDO ela vai te pagar? Quanto custa a equipe responsável? Quando o negócio vai começar a dar lucro? A partir daí, quanto vai custar cada produto na loja virtual? Claro que os custos sempre são menores que numa loja física, mas quanto de lucro cada produto vai dar? A conta fecha? Fica azul?

Enfim, respondidas estas perguntas, a empresa tem um documento, o Plano de Negócios, que vai orientar todo mundo durante a implantação. Este documento deve ser respeitado ao máximo.

A partir daí, de acordo com a estrutura de cada empresa, é possível determinar quais os passos.”