BLOG DA ENERGY

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Boa noite, William Bonner

“Caro William Bonner,

Companheiro, não me leve a mal, mas não estou conseguindo mais te seguir no Twitter, vou ter que dar um “unfollow” em você.

Infelizmente, descobri que prefiro o William Bonner, âncora do JN, do que o @realwbonner que até então segui no Twitter.”

Claro que eu não enviei o e-mail acima, mas confesso que o unfollow foi dado. Tudo porque ele é um chato. Um chato sem culpa de ser chato, mas ainda assim, um chato. Explico:

Numa das reportagens sobre o Twitter, li que a sensação do momento era o @realwbonner, que se mostrava um cara divertido e articulado, atencioso com os seus followers e bem diferente do cisudo Bonner da tv. Resolvi seguí-lo, para ver no que iria dar. No começo achei legal, mas depois….

Acontece que o WB, assim como muitas empresas que estão flertando com as mídias sociais, não entendeu como funciona o Twitter. Achou que o Twitter era como se fosse um messenger, onde você é amigo de todo mundo e pode mandar emoticons no meio da tarde que as pessoas vão gostar.

O WB exagerou. Quando estava online, a minha tela pipocava mensagens do tipo “doutor, tou com dor”, ou “quem quer uma notícia levanta a mão”, ou simplesmente respondendo a mensagens de outros internautas. Isso seria legal se eu navegasse a partir da home DELE, e então poderia entender um “OK” dado em resposta a qualquer pessoa. Mas como eu navego sempre a partir da MINHA home, acabou atrapalhando. E, creio eu, as pessoas entram no Twitter e checam a sua própria home, e não vão diretamente na dele.

William Bonner

Com isso, e ainda mais agora com o advento dos retweets, ficou impossível. Além de twittar incansavelmente, nosso simpático âncora ainda retweeta conteúdo dos seus followers, causando um pandemônio na minha home. Aí ficou demais e eu decidi parar de seguir o simpático, mas voluntarioso @realwbonner.

Mas aonde eu quero chegar com isso?

O problema nem é com o Bonner, ele é um excelente jornalista, faz seu papel com propriedade na televisão, mas não soube lidar com as mídias sociais.

E esse problema acontece em muitas empresas também. Ouço diariamente clientes me dizendo “quero entrar no twitter, #comofaz?” Sempre respondo a mesma coisa: vai lá, abre uma conta pessoal, experimenta, segue algumas pessoas, entenda a ferramenta. Criar uma conta da sua empresa e deixar inativa, é furada. Por outro lado, criar a conta e twittar demais, ou com conteúdo inapropriado, também.

Mídias sociais não estão baseadas em ferramentas, como as mídias tradicionais. Estão baseadas em comportamento, a ferramenta ficou para segundo plano. E esse comportamento é medido e avaliado pelas pessoas, em tempo real.

Por isso, entenda: mídias sociais não são mídias tradicionais.

Aprecie com moderação.

“A propósito, William: a brincadeira da cor da gravata era bem bacana, dessa eu vou sentir falta.

Abraços
Daniel Rodrigues”

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Boa noite, William Bonner

“Caro William Bonner,

Companheiro, não me leve a mal, mas não estou conseguindo mais te seguir no Twitter, vou ter que dar um “unfollow” em você.

Infelizmente, descobri que prefiro o William Bonner, âncora do JN, do que o @realwbonner que até então segui no Twitter.”

Claro que eu não enviei o e-mail acima, mas confesso que o unfollow foi dado. Tudo porque ele é um chato. Um chato sem culpa de ser chato, mas ainda assim, um chato. Explico:

Numa das reportagens sobre o Twitter, li que a sensação do momento era o @realwbonner, que se mostrava um cara divertido e articulado, atencioso com os seus followers e bem diferente do cisudo Bonner da tv. Resolvi seguí-lo, para ver no que iria dar. No começo achei legal, mas depois….

Acontece que o WB, assim como muitas empresas que estão flertando com as mídias sociais, não entendeu como funciona o Twitter. Achou que o Twitter era como se fosse um messenger, onde você é amigo de todo mundo e pode mandar emoticons no meio da tarde que as pessoas vão gostar.

O WB exagerou. Quando estava online, a minha tela pipocava mensagens do tipo “doutor, tou com dor”, ou “quem quer uma notícia levanta a mão”, ou simplesmente respondendo a mensagens de outros internautas. Isso seria legal se eu navegasse a partir da home DELE, e então poderia entender um “OK” dado em resposta a qualquer pessoa. Mas como eu navego sempre a partir da MINHA home, acabou atrapalhando. E, creio eu, as pessoas entram no Twitter e checam a sua própria home, e não vão diretamente na dele.

William Bonner

Com isso, e ainda mais agora com o advento dos retweets, ficou impossível. Além de twittar incansavelmente, nosso simpático âncora ainda retweeta conteúdo dos seus followers, causando um pandemônio na minha home. Aí ficou demais e eu decidi parar de seguir o simpático, mas voluntarioso @realwbonner.

Mas aonde eu quero chegar com isso?

O problema nem é com o Bonner, ele é um excelente jornalista, faz seu papel com propriedade na televisão, mas não soube lidar com as mídias sociais.

E esse problema acontece em muitas empresas também. Ouço diariamente clientes me dizendo “quero entrar no twitter, #comofaz?” Sempre respondo a mesma coisa: vai lá, abre uma conta pessoal, experimenta, segue algumas pessoas, entenda a ferramenta. Criar uma conta da sua empresa e deixar inativa, é furada. Por outro lado, criar a conta e twittar demais, ou com conteúdo inapropriado, também.

Mídias sociais não estão baseadas em ferramentas, como as mídias tradicionais. Estão baseadas em comportamento, a ferramenta ficou para segundo plano. E esse comportamento é medido e avaliado pelas pessoas, em tempo real.

Por isso, entenda: mídias sociais não são mídias tradicionais.

Aprecie com moderação.

“A propósito, William: a brincadeira da cor da gravata era bem bacana, dessa eu vou sentir falta.

Abraços
Daniel Rodrigues”