BLOG DA ENERGY

Notícias, idéias e opiniões sobre o mundo da Internet, sob o ponto de vista da gente.

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Archive for Maio, 2010

Loja virtual gratuita?

Quinta-feira, Maio 20th, 2010

Aqui na Energy, o nosso negócio é desenvolver lojas virtuais, personalizadas de acordo com a necessidade de cada cliente, baseadas numa ferramenta de e-commerce open source chamada Magento. Acreditamos que, desta maneira, podemos tirar proveito da economia feita com os custos de licença, e utilizar todo o nosso conhecimento para entregar lojas funcionais, altamente customizadas, a um preço razoável para o nosso cliente.

Há outros modelos no mercado, e vão desde o desenvolvimento total de sistema de e-commerce (caro, válido apenas para projetos ambiciosos), passando pelos detentores de -bons, diga-se de passagem- sistemas próprios, e chegando à ponta extrema dessa corda, que são as lojas virtuais gratuitas (ou quase gratuitas).

Já me aconteceu mais de uma vez, de o cliente ter dúvidas em relação a estes modelos, e sentir dificuldade de entender porque algumas opções custam tão caro, se temos lojas que custam um pouquinho por mês, ou até gratuitas no mercado.

Minha resposta, que precisa sempre ser ponderada, é bastante clara: Todas as opções são válidas, e a tomada dessa decisão vai depender do seu objetivo, do seu investimento e do seu planejamento.  Neste post, pretendo falar mais especificamente da loja mais simples, a gratuita, com suas vantagens e desvantagens. Entenda como loja gratuita, aquela que o seu parceiro de hospedagem te dá de graça, utilizando um botão de instalação no painel de controle, ou aquela que te cobra um fee mensal que, geralmente, fica por volta de R$100,00.

O primeiro se ter em mente, é que a loja gratuita é sim uma boa opção, e não pode ser descartada. Seria bastante injusto dizer “compre a nossa, a loja gratuita é um lixo”. Não, não é nada disso, ela é boa. Para alguns tipos de e-commerce.

Costumo dizer que a loja gratuita é uma boa opção para quem está começando, sem grandes planos e sem orçamento. Basicamente aquele tipo de cliente que está entrando no e-commerce pra “ver no que vai dar”. Num caso assim, principalmente quando existem restrições orçamentárias, acho justo que o cliente prefira gastar todo o seu recurso em estoque, e não em ferramenta. Afinal, isso faz parte do planejamento dele.

Mas, afinal, qual a verdadeira diferença entre uma loja gratuita e um sistema próprio?

  1. Antes de mais nada: porque é tão barato?
    A resposta é simples: essas empresas possuem algum sistema de loja virtual (às vezes próprio, ou mesmo um magento compartilhado, enfim) que tem como característica se desdobrar em inúmeras lojas diferentes e independentes, rodando sob o mesmo cerne, ou seja: a loja em si, é uma só, mas a camada de apresentação se divide em inúmeras lojas menores. Com isso, a empresa responsável pela administração precisa contar com uma hospedagem de qualidade, e se preocupar em manter apenas um único sistema de lojas virtuais rodando de maneira estável. Isso diminui demais os custos, e por isso é tão barato. Não há nada de ilícito, nem de desonesto. É apenas um modelo de negócios viável.
  2. Escalabilidade
    Aqui começamos a esbarrar na questão da estratégia. A maioria destas lojas gratuitas limita a quantidade de produtos por loja, ou banda, ou espaço em disco, ou page views, enfim. Como estas empresas trabalham com sistemas compartilhados, é necessário manter controle sobre a estabilidade do servidor. É muito mais fácil gerenciar um sistema onde sabe-se que rodam 100 lojas, limitadas a 100 produtos cada, do que gerenciar um sistema onde existem 10 lojas, e não se sabe o tamanho delas. Portanto, se você pretende divulgar massivamente, ou ter um grid de produtos maior, pode ser que este modelo não seja o mais adequado para a sua loja.
  3. Personalização do design
    Mais uma vez, estamos falando de um sistema único, gerenciando diversas lojas.  O administrador do sistema não vai poder lhe permitir certos privilégios dentro do cerne da ferramenta. Ele lhe dará algumas opções de layout em forma de templates e cores, apresentação de produtos e afins, e você deverá escolher, dentre os apresentados, aquele que mais se encaixa com o seu objetivo. Trata-se de um sistema muito simples, e você consegue colocar uma loja de pé em alguns cliques. A desvantagem é que, além da sua, fatalmente existirão muitas lojas com o mesmo visual, as mesmas cores… e outro logotipo, o único diferencial.
  4. Flexibilidade
    Mesmo trabalhando com uma ferramenta completa como o Magento, eu costumo complementá-la com plugins, add-ons, outras ferramentas (como no caso dos e-mails marketing, em que integro o Magento a outras ferramentas mais poderosas), enfim, o que é impossível nas lojas compartilhadas. Dando um exemplo prático: você quer fazer um hotsite especial para o dias dos pais com um simples concurso cultural, integrá-lo à sua base de dados, e conceder um ticket de desconto para os participantes. Num sistema compartilhado, isso não será possível. Num sistema próprio, será até fácil.
  5. Otimização de mecanismos de busca (SEO)
    Para se desenvolver um bom trabalho em SEO, é necessário ter acesso ao código de cada página, trabalhar minuciosamente pontos importantes do próprio sistema, e esse trabalho muda de loja para loja. Portanto, num sistema compartilhado, poderá haver sérias limitações quanto à maneira como os mecanismos de buscas irão indexar o seu conteúdo.

Enfim, lojas gratuitas, ou compartilhadas têm as suas vantagens e desvantagens. Tudo depende da sua estratégia. Gastar muito num sistema fantástico e não sobrar nada pra comprar o seu estoque não adianta, e economizar demais e acabar limitando as suas vendas, também não.

Como opinião pessoal, quero mesmo é que todos entrem no mundo das vendas pela internet. O mercado como um todo só ganha com isso, o lojista ganha e o consumidor ganha.

Planejamento, não saia de casa sem ele

Terça-feira, Maio 4th, 2010

Hoje recebi um e-mail do meu querido amigo Vincent Vader, professor da ESPM. O assunto vinha de encontro com algumas coisas que eu queria escrever aqui há muito tempo, e aproveitei pra respondê-lo, e de quebra colocar aqui, do jeitinho que foi, sem passar no photoshop, nem nada.

Vince Vader: Dani, quais são os passos de implementação de um e-comemrce em uma empresa?
Estou fazendo um case aqui pra ESPM e preciso de depoimentos.
Abs!

Bom, segue abaixo a resposta.

“Vader, isso é complexo.

Porque muita gente pensa que é só montar o site e sair vendendo, e não é. O maior responsável pelo sucesso de um ecommerce é o planejamento. E a seriedade das pessoas em respeitá-lo.

Tudo começa num plano de negócios. Um documento onde você precisa responder, basicamente, a estas perguntas:

1 - Quem?
Quem são as pessoas envolvidas dentro da empresa, quem será responsável por botar o site de pé, quem vai operar, quem vai cuidar da logística, enfim. Os “atores” desse processo.
Em outras palavras, não adianta deixar o e-commerce na mão do carinha do suporte que manja de internet, isso vai dar errado.

2 - Quando?
Um cronograma de operações. Minucioso, de preferência. Desconfie de qualquer um que fizer um cronograma de menos de 3 meses. Como eu disse, não é só botar o site no ar e ficar rico :-)

3 - Como?
Estratégia de desenvolvimento do site em si. Negociação com fornecedores, negociação com transportadoras, negociação com operadoras de cartão de créditos, bancos e afins.

4 - O que?
O mix de produtos. Aqui está a chave do negócio, e muitas empresas erram e matam um ecommerce nesse ponto. É preciso conhecer profundamente o seu mercado, os seus consumidores e os seus produtos.

5 - Onde?
Qual a abrangência da sua loja? onde está o seu público-alvo? Não adianta nada você abrir a loja achando que “tá na internet, vendendo pro mundo todo”. O frete de um produto de $60,00 de São Paulo até Roraima pode, dependendo de poucos fatores, custar mais do que o produto. Logo: neste caso, é preciso entender que Roraima não está no seu target.
Ainda no “onde”, é necessário ter um QG. Balela isso de achar que pode trabalhar com o estoque do seu fornecedor, etc. É preciso ter uma estrutura física (mínima, é verdade), um estoque organizado, uma inteligência de entrega, enfim.

6 - Quanto?
Quanto a empresa vai pagar de imposto? Quanto custa ficar com o produto parado no estoque? No mix de produtos, sempre tem aquele que “emperra”, e ele impacta no custo dos outros. Quanto vale isso? Uma vez vendido, quanto a operadora de CC vai te cobrar? Ainda mais: QUANDO ela vai te pagar? Quanto custa a equipe responsável? Quando o negócio vai começar a dar lucro? A partir daí, quanto vai custar cada produto na loja virtual? Claro que os custos sempre são menores que numa loja física, mas quanto de lucro cada produto vai dar? A conta fecha? Fica azul?

Enfim, respondidas estas perguntas, a empresa tem um documento, o Plano de Negócios, que vai orientar todo mundo durante a implantação. Este documento deve ser respeitado ao máximo.

A partir daí, de acordo com a estrutura de cada empresa, é possível determinar quais os passos.”



Loja virtual gratuita?

Aqui na Energy, o nosso negócio é desenvolver lojas virtuais, personalizadas de acordo com a necessidade de cada cliente, baseadas numa ferramenta de e-commerce open source chamada Magento. Acreditamos que, desta maneira, podemos tirar proveito da economia feita com os custos de licença, e utilizar todo o nosso conhecimento para entregar lojas funcionais, altamente customizadas, a um preço razoável para o nosso cliente.

Há outros modelos no mercado, e vão desde o desenvolvimento total de sistema de e-commerce (caro, válido apenas para projetos ambiciosos), passando pelos detentores de -bons, diga-se de passagem- sistemas próprios, e chegando à ponta extrema dessa corda, que são as lojas virtuais gratuitas (ou quase gratuitas).

Já me aconteceu mais de uma vez, de o cliente ter dúvidas em relação a estes modelos, e sentir dificuldade de entender porque algumas opções custam tão caro, se temos lojas que custam um pouquinho por mês, ou até gratuitas no mercado.

Minha resposta, que precisa sempre ser ponderada, é bastante clara: Todas as opções são válidas, e a tomada dessa decisão vai depender do seu objetivo, do seu investimento e do seu planejamento.  Neste post, pretendo falar mais especificamente da loja mais simples, a gratuita, com suas vantagens e desvantagens. Entenda como loja gratuita, aquela que o seu parceiro de hospedagem te dá de graça, utilizando um botão de instalação no painel de controle, ou aquela que te cobra um fee mensal que, geralmente, fica por volta de R$100,00.

O primeiro se ter em mente, é que a loja gratuita é sim uma boa opção, e não pode ser descartada. Seria bastante injusto dizer “compre a nossa, a loja gratuita é um lixo”. Não, não é nada disso, ela é boa. Para alguns tipos de e-commerce.

Costumo dizer que a loja gratuita é uma boa opção para quem está começando, sem grandes planos e sem orçamento. Basicamente aquele tipo de cliente que está entrando no e-commerce pra “ver no que vai dar”. Num caso assim, principalmente quando existem restrições orçamentárias, acho justo que o cliente prefira gastar todo o seu recurso em estoque, e não em ferramenta. Afinal, isso faz parte do planejamento dele.

Mas, afinal, qual a verdadeira diferença entre uma loja gratuita e um sistema próprio?

  1. Antes de mais nada: porque é tão barato?
    A resposta é simples: essas empresas possuem algum sistema de loja virtual (às vezes próprio, ou mesmo um magento compartilhado, enfim) que tem como característica se desdobrar em inúmeras lojas diferentes e independentes, rodando sob o mesmo cerne, ou seja: a loja em si, é uma só, mas a camada de apresentação se divide em inúmeras lojas menores. Com isso, a empresa responsável pela administração precisa contar com uma hospedagem de qualidade, e se preocupar em manter apenas um único sistema de lojas virtuais rodando de maneira estável. Isso diminui demais os custos, e por isso é tão barato. Não há nada de ilícito, nem de desonesto. É apenas um modelo de negócios viável.
  2. Escalabilidade
    Aqui começamos a esbarrar na questão da estratégia. A maioria destas lojas gratuitas limita a quantidade de produtos por loja, ou banda, ou espaço em disco, ou page views, enfim. Como estas empresas trabalham com sistemas compartilhados, é necessário manter controle sobre a estabilidade do servidor. É muito mais fácil gerenciar um sistema onde sabe-se que rodam 100 lojas, limitadas a 100 produtos cada, do que gerenciar um sistema onde existem 10 lojas, e não se sabe o tamanho delas. Portanto, se você pretende divulgar massivamente, ou ter um grid de produtos maior, pode ser que este modelo não seja o mais adequado para a sua loja.
  3. Personalização do design
    Mais uma vez, estamos falando de um sistema único, gerenciando diversas lojas.  O administrador do sistema não vai poder lhe permitir certos privilégios dentro do cerne da ferramenta. Ele lhe dará algumas opções de layout em forma de templates e cores, apresentação de produtos e afins, e você deverá escolher, dentre os apresentados, aquele que mais se encaixa com o seu objetivo. Trata-se de um sistema muito simples, e você consegue colocar uma loja de pé em alguns cliques. A desvantagem é que, além da sua, fatalmente existirão muitas lojas com o mesmo visual, as mesmas cores… e outro logotipo, o único diferencial.
  4. Flexibilidade
    Mesmo trabalhando com uma ferramenta completa como o Magento, eu costumo complementá-la com plugins, add-ons, outras ferramentas (como no caso dos e-mails marketing, em que integro o Magento a outras ferramentas mais poderosas), enfim, o que é impossível nas lojas compartilhadas. Dando um exemplo prático: você quer fazer um hotsite especial para o dias dos pais com um simples concurso cultural, integrá-lo à sua base de dados, e conceder um ticket de desconto para os participantes. Num sistema compartilhado, isso não será possível. Num sistema próprio, será até fácil.
  5. Otimização de mecanismos de busca (SEO)
    Para se desenvolver um bom trabalho em SEO, é necessário ter acesso ao código de cada página, trabalhar minuciosamente pontos importantes do próprio sistema, e esse trabalho muda de loja para loja. Portanto, num sistema compartilhado, poderá haver sérias limitações quanto à maneira como os mecanismos de buscas irão indexar o seu conteúdo.

Enfim, lojas gratuitas, ou compartilhadas têm as suas vantagens e desvantagens. Tudo depende da sua estratégia. Gastar muito num sistema fantástico e não sobrar nada pra comprar o seu estoque não adianta, e economizar demais e acabar limitando as suas vendas, também não.

Como opinião pessoal, quero mesmo é que todos entrem no mundo das vendas pela internet. O mercado como um todo só ganha com isso, o lojista ganha e o consumidor ganha.

Planejamento, não saia de casa sem ele

Hoje recebi um e-mail do meu querido amigo Vincent Vader, professor da ESPM. O assunto vinha de encontro com algumas coisas que eu queria escrever aqui há muito tempo, e aproveitei pra respondê-lo, e de quebra colocar aqui, do jeitinho que foi, sem passar no photoshop, nem nada.

Vince Vader: Dani, quais são os passos de implementação de um e-comemrce em uma empresa?
Estou fazendo um case aqui pra ESPM e preciso de depoimentos.
Abs!

Bom, segue abaixo a resposta.

“Vader, isso é complexo.

Porque muita gente pensa que é só montar o site e sair vendendo, e não é. O maior responsável pelo sucesso de um ecommerce é o planejamento. E a seriedade das pessoas em respeitá-lo.

Tudo começa num plano de negócios. Um documento onde você precisa responder, basicamente, a estas perguntas:

1 - Quem?
Quem são as pessoas envolvidas dentro da empresa, quem será responsável por botar o site de pé, quem vai operar, quem vai cuidar da logística, enfim. Os “atores” desse processo.
Em outras palavras, não adianta deixar o e-commerce na mão do carinha do suporte que manja de internet, isso vai dar errado.

2 - Quando?
Um cronograma de operações. Minucioso, de preferência. Desconfie de qualquer um que fizer um cronograma de menos de 3 meses. Como eu disse, não é só botar o site no ar e ficar rico :-)

3 - Como?
Estratégia de desenvolvimento do site em si. Negociação com fornecedores, negociação com transportadoras, negociação com operadoras de cartão de créditos, bancos e afins.

4 - O que?
O mix de produtos. Aqui está a chave do negócio, e muitas empresas erram e matam um ecommerce nesse ponto. É preciso conhecer profundamente o seu mercado, os seus consumidores e os seus produtos.

5 - Onde?
Qual a abrangência da sua loja? onde está o seu público-alvo? Não adianta nada você abrir a loja achando que “tá na internet, vendendo pro mundo todo”. O frete de um produto de $60,00 de São Paulo até Roraima pode, dependendo de poucos fatores, custar mais do que o produto. Logo: neste caso, é preciso entender que Roraima não está no seu target.
Ainda no “onde”, é necessário ter um QG. Balela isso de achar que pode trabalhar com o estoque do seu fornecedor, etc. É preciso ter uma estrutura física (mínima, é verdade), um estoque organizado, uma inteligência de entrega, enfim.

6 - Quanto?
Quanto a empresa vai pagar de imposto? Quanto custa ficar com o produto parado no estoque? No mix de produtos, sempre tem aquele que “emperra”, e ele impacta no custo dos outros. Quanto vale isso? Uma vez vendido, quanto a operadora de CC vai te cobrar? Ainda mais: QUANDO ela vai te pagar? Quanto custa a equipe responsável? Quando o negócio vai começar a dar lucro? A partir daí, quanto vai custar cada produto na loja virtual? Claro que os custos sempre são menores que numa loja física, mas quanto de lucro cada produto vai dar? A conta fecha? Fica azul?

Enfim, respondidas estas perguntas, a empresa tem um documento, o Plano de Negócios, que vai orientar todo mundo durante a implantação. Este documento deve ser respeitado ao máximo.

A partir daí, de acordo com a estrutura de cada empresa, é possível determinar quais os passos.”