Aqui na Energy, o nosso negócio é desenvolver lojas virtuais, personalizadas de acordo com a necessidade de cada cliente, baseadas numa ferramenta de e-commerce open source chamada Magento. Acreditamos que, desta maneira, podemos tirar proveito da economia feita com os custos de licença, e utilizar todo o nosso conhecimento para entregar lojas funcionais, altamente customizadas, a um preço razoável para o nosso cliente.
Há outros modelos no mercado, e vão desde o desenvolvimento total de sistema de e-commerce (caro, válido apenas para projetos ambiciosos), passando pelos detentores de -bons, diga-se de passagem- sistemas próprios, e chegando à ponta extrema dessa corda, que são as lojas virtuais gratuitas (ou quase gratuitas).
Já me aconteceu mais de uma vez, de o cliente ter dúvidas em relação a estes modelos, e sentir dificuldade de entender porque algumas opções custam tão caro, se temos lojas que custam um pouquinho por mês, ou até gratuitas no mercado.
Minha resposta, que precisa sempre ser ponderada, é bastante clara: Todas as opções são válidas, e a tomada dessa decisão vai depender do seu objetivo, do seu investimento e do seu planejamento. Neste post, pretendo falar mais especificamente da loja mais simples, a gratuita, com suas vantagens e desvantagens. Entenda como loja gratuita, aquela que o seu parceiro de hospedagem te dá de graça, utilizando um botão de instalação no painel de controle, ou aquela que te cobra um fee mensal que, geralmente, fica por volta de R$100,00.
O primeiro se ter em mente, é que a loja gratuita é sim uma boa opção, e não pode ser descartada. Seria bastante injusto dizer “compre a nossa, a loja gratuita é um lixo”. Não, não é nada disso, ela é boa. Para alguns tipos de e-commerce.
Costumo dizer que a loja gratuita é uma boa opção para quem está começando, sem grandes planos e sem orçamento. Basicamente aquele tipo de cliente que está entrando no e-commerce pra “ver no que vai dar”. Num caso assim, principalmente quando existem restrições orçamentárias, acho justo que o cliente prefira gastar todo o seu recurso em estoque, e não em ferramenta. Afinal, isso faz parte do planejamento dele.
Mas, afinal, qual a verdadeira diferença entre uma loja gratuita e um sistema próprio?
Antes de mais nada: porque é tão barato?
A resposta é simples: essas empresas possuem algum sistema de loja virtual (às vezes próprio, ou mesmo um magento compartilhado, enfim) que tem como característica se desdobrar em inúmeras lojas diferentes e independentes, rodando sob o mesmo cerne, ou seja: a loja em si, é uma só, mas a camada de apresentação se divide em inúmeras lojas menores. Com isso, a empresa responsável pela administração precisa contar com uma hospedagem de qualidade, e se preocupar em manter apenas um único sistema de lojas virtuais rodando de maneira estável. Isso diminui demais os custos, e por isso é tão barato. Não há nada de ilícito, nem de desonesto. É apenas um modelo de negócios viável.
Escalabilidade
Aqui começamos a esbarrar na questão da estratégia. A maioria destas lojas gratuitas limita a quantidade de produtos por loja, ou banda, ou espaço em disco, ou page views, enfim. Como estas empresas trabalham com sistemas compartilhados, é necessário manter controle sobre a estabilidade do servidor. É muito mais fácil gerenciar um sistema onde sabe-se que rodam 100 lojas, limitadas a 100 produtos cada, do que gerenciar um sistema onde existem 10 lojas, e não se sabe o tamanho delas. Portanto, se você pretende divulgar massivamente, ou ter um grid de produtos maior, pode ser que este modelo não seja o mais adequado para a sua loja.
Personalização do design
Mais uma vez, estamos falando de um sistema único, gerenciando diversas lojas. O administrador do sistema não vai poder lhe permitir certos privilégios dentro do cerne da ferramenta. Ele lhe dará algumas opções de layout em forma de templates e cores, apresentação de produtos e afins, e você deverá escolher, dentre os apresentados, aquele que mais se encaixa com o seu objetivo. Trata-se de um sistema muito simples, e você consegue colocar uma loja de pé em alguns cliques. A desvantagem é que, além da sua, fatalmente existirão muitas lojas com o mesmo visual, as mesmas cores… e outro logotipo, o único diferencial.
Flexibilidade
Mesmo trabalhando com uma ferramenta completa como o Magento, eu costumo complementá-la com plugins, add-ons, outras ferramentas (como no caso dos e-mails marketing, em que integro o Magento a outras ferramentas mais poderosas), enfim, o que é impossível nas lojas compartilhadas. Dando um exemplo prático: você quer fazer um hotsite especial para o dias dos pais com um simples concurso cultural, integrá-lo à sua base de dados, e conceder um ticket de desconto para os participantes. Num sistema compartilhado, isso não será possível. Num sistema próprio, será até fácil.
Otimização de mecanismos de busca (SEO)
Para se desenvolver um bom trabalho em SEO, é necessário ter acesso ao código de cada página, trabalhar minuciosamente pontos importantes do próprio sistema, e esse trabalho muda de loja para loja. Portanto, num sistema compartilhado, poderá haver sérias limitações quanto à maneira como os mecanismos de buscas irão indexar o seu conteúdo.
Enfim, lojas gratuitas, ou compartilhadas têm as suas vantagens e desvantagens. Tudo depende da sua estratégia. Gastar muito num sistema fantástico e não sobrar nada pra comprar o seu estoque não adianta, e economizar demais e acabar limitando as suas vendas, também não.
Como opinião pessoal, quero mesmo é que todos entrem no mundo das vendas pela internet. O mercado como um todo só ganha com isso, o lojista ganha e o consumidor ganha.
Muito legal a iniciativa do professor VinceVader, da ESPM, e ex-colega de Fulano.com e Energy Interactive.
A ESPM tem um blog sobre tendências, chamado Newronio. E ele está criando uma nova série, onde faz algumas perguntas para profissionais do mercado, e a resposta tem que ser dada na lata, na webcam, ali. Se vira nos trinta.
Não me virei nos trinta, mas resolvi nos quase dois minutos que falei. Muita honra poder dar uma contribuição para o pessoal da ESPM, por quem eu tenho muito carinho.
“Daniel, você no último ano investiu pesadamente no planejamento, criação e manutenção de sites que utizam o e-commerce como ferramenta. Nos EUA, Ásia e Europa sabemos que esse tipo de prática é muito utilizada, mas como você analisa esse panorama aqui em terras brasileiras?”
Como já foi dito aqui, eu não escrevo apenas neste blog. Além do Blog da Energy, eu despejo minhas mal-acabadas idéias no Deitando o Gato na Grelha, um blog de cunho pessoal e intransferível, que trata de receitas de churrasco e outras calóricas gulodices. Se bateu a fome e o seu interesse por e-mail marketing sumiu, sugiro que faça uma visitinha e planeje o churrasco do final de semana. Mas, se você quer ver como a utilização do e-mail marketing pode ser um tiro no pé da estratégia online de alguma empresa, fique aqui e acompanhe esta fanfarrice.
E o que o Gato na Grelha tem a ver com e-mail marketing? Simples. Com as minhas peripécias com o blog e com o sucesso que ele gerou, acabei conhecendo melhor os sites de culinária internet afora, interagindo com eles, e recebo várias newsletters de vários sites, algumas muito interessantes, e outras completamente furadas.
E esse é o caso de um famoso site que minha responsabilidade jurídica me obriga a apelidar de Cybercrock. O site em si é bacana e nem é dele que eu pretendo falar, mas sim da sua estratégia de envio de e-mail marketing. Essa sim, uma fanfarrice.
Fiz o meu cadastro no site e enviei a primeira receita. Como a linha editorial do Gato na Grelha foge, digamos assim, aos modelos de receitas tradicionais, minha receita não fez muito sucesso por lá e logo eu abandonei o site, deixando o cadastro ativo para qualquer acesso futuro. Com isso, dei o opt-in pra receber newsletters deles. Até aí ok, eu assino várias newsletters de cunho gastronômico, e até gosto de receber receitas e afins no meio do trabalho.
Aí começa a primeira furada: até hoje, eu recebi, segundo o Gmail, 110 mensagens da Cybercrock, e com 74 propagandas e 36 receitas. Ou seja, propaganda e mais propaganda, e pouca informação relevante.Como diria o Datena, “Na tela!”:
Esse é um print sem nenhuma alteração da minha tela de Gmail, quando se busca “Cybercrock”. Note que, só dando uma olhada rápida, já podemos encontrar erros fatais de e-mkt:
Note que a quantidade de “Parceiro Cybercrock” é bem superior à “Boletim Cybercrock”. Ou seja, relevância não é o forte deles;
Tem várias promoções aí no meio que poderiam ser bastante interessantes, se eu fosse mulher. Mas eu não sou, pessoal. E não me interesso pelos perfumes e afins, que deram um trabalhão pro departamento que firmou as parcerias. Não custava nada segmentar um pouquinho a sua base de dados, não?
Note o assustador “Daniel, vai deixar passar?” que se repete frequentemente. Que subject é esse? Isso me lembra dos tenros tempos da quinta série, onde o “vai deixar passar?” era o prenúncio de quiprocó na hora da saída. Será que o Cybercrock tá me chamando pra briga?
A periodicidade dos e-mails é irritante. Em 21 de agosto, recebi e-mkt 3 vezes. Sabe como é o nome disso? Desperdício de recurso.
Na tela, conta-se 20 e-mails em pouco mais de um mês. Claro que não tem consumidor que se interesse por uma comunicação assim.
A cereja do bolo é essa aqui: “Daniel, você será filmada”. Como assim, Bial? Filmada???? Não é possível que o pessoal da Cybercock ache mesmo que o seu público-alvo é formado única e exclusivamente por mulheres. A cada dia, um homem se aventura nas panelas. Faça uma busca sobre “homem cozinhando” ou algo do tipo no google e note a quantidade de blogs e sites mantidos por homens que cozinham. É de uma mentalidade atrasadíssima achar que um site de receitas vai atender apenas ao público feminino. Na tela:
Me chamaram de mulherzinha e ainda perguntaram se vou deixar passar. Tem cabimento?
Com isso, podemos notar que o site Cybercrock e seus parceiros gastam um esforço considerável no envio de e-mail marketing, o que é, por si só, muito positivo. Mas pode não adiantar nada fazê-lo de qualquer maneira. Num caso como esses, segmentação de base de dados é mais do que necessário, é gritantemente necessário. Além disso, vai diminuir os custos de envio de e-mails, facilitar o trabalho de quem envia e adquirir relevância junto ao seu target, fundamento primordial para o sucesso de qualquer campanha de e-mail marketing.
Além disso, é sempre bom tomar certos cuidados. Vai que algum consumidor mais exaltado resolve que não vai deixar passar?
Sem maiores rodeios, senta aí que eu vou te contar uns números interessantes sobre o mercado de e-commerce neste primeiro e sofrido semestre de 2009.
R$4,8 Bilhões foi o faturamento do setor;
27% maior do que o faturamento do mesmo período do ano passado;
A previsão para o segundo semestre é de aumento de 28%;
O que levará ao faturamento de R$10,5 Bilhões até o final do ano;
O ticket médio foi de R$323,00 e isso não é uma pegadinha;
Mais de 86% dos consumidores se dizem satisfeitos com o comércio eletrônico.
É para refletir, não? Em ano de crise, o mercado cresce mais do que o ano anterior, com o mundo rodando de vento em popa? O que esse tal de comércio eletrônico tem, baby?
O relatório é o webshoppers, da consultoria e-bit, a interpretação é minha e a surpresa é de todos nós.
Nos anos 70, o mundo experimentava os nada doces sabores da primeira grande crise do petróleo, o Brasil chafurdava na amarga ditadura militar, enquanto saía da barriga de mamãe este ser que vos escreve. Neste tempo, John Lennon bradava pelos 4 ventos os últimos suspiros de uma geração que queria mudar o mundo. E, de fato, mudou, mas não da maneira como eles queriam. O conceito de paz e amor não dominou a sociedade, os hippies tiveram que ir pro trabalho de terno e gravata e o poder não foi, como a canção sugere, dado às pessoas.
Aí veio a internet e mudou a cara de tudo. As pessoas ganharam acesso à informação (alguém duvida que toda a informação do mundo está no google?), conquistaram seu espaço virtual e hoje, qualquer um tem maneira de divulgar a sua própria produção cultural. Uma prova disso são os blogs. Quantos autores geniais se encontra web afora, que jamais teriam seus livros publicados antigamente? Quantos autores medíocres não estão divulgando seu trabalho com a mesma facilidade? Democraticamente falando, estamos vivendo um momento ímpar na produção de conteúdo na história da humanidade.
E essas pessoas que compartilham experiências nos seus blogs, twitters, comunidades, listas de discussão também são consumidores. E eles descobriram que podem utilizar essa democracia toda a seu favor.
Um consumidor mal atendido, que se sente lesado, que comprou gato por lebre tem, a seu lado, as ferramentas perfeitas para contar isso pra todo mundo. Por outro lado, se você faz a sua parte direitinho, joga limpo e os clientes estão satisfeitos, pode incentivá-los a espalhar isso, e, acredite, eles o farão. Parece que, finalmente, John Lennon pode descansar: cada vez mais, o poder está com as pessoas.
Hoje mesmo, li um caso interessantíssimo no Blue Bus: Um americano comprou uma piscina inflável para que as crianças pudessem curtir o verão. Na embalagem, a bela foto de 5 crianças se espalhando na piscina. Mas, ao abrir a embalagem, a decepção: o photoshop comeu solto na embalagem. Não cabiam 5 crianças e o produto era muito, muito menor do que o apresentado. Brendan Donnllan, o americano em questão, não teve dúvida: sacou a câmera do celular e gravou a decepção da sua simpática filhinha para com o fabricante. E ele fez questão de espalhar esse vídeo, tanto que… ele está aqui! Veja com seus próprios olhos:
Para nós, que trabalhamos com e-commerce, é muito importante tomar cuidado com isso. Pergunte a si mesmo: No meu site, há informação suficiente sobre meus produtos? As fotos estão bastante claras? Os produtos são bons, atendem às expectativas dos consumidores? Meu prazo de entrega está bastante claro? Minha loja fornece ao consumidor a possibilidade de expressar a sua opinião, seja ela qual for? Estou preparado para ouvir essa opinião?
Se você respondeu SIM à maioria dessas questões, você está dentro do jogo, e o e-consumidor provavelmente vai jogar do seu lado. Agora, se respondeu NÃO, amigo… melhor tomar cuidado, hein!
Tenho notado um aumento do interesse das pessoas e empresas por e-commerce. Muitas vezes, quando eu chego a uma reunião, o cliente já se decidiu pelo caminho do comércio eletrônico, mas ainda não sabe muito bem por onde começar. Me fazem perguntas sobre suporte, sobre logística, sobre a sua própria operação.. As respostas a estas perguntas eu nem deveria ter, pois a parte da Energy é desenvolver um bom site e ajudar seus clientes a mantê-los de pé. Porém, quero registrar aqui algumas dicas interessantes que tenho guardadas comigo, em função dos estudos que tenho feito sobre e-commerce.
Tenha uma equipe para gerir o seu e-commerce.
Muitas das empresas que nos procuram já tem suas lojas físicas e estão caminhando para abrir seu braço virtual. E como essas lojas já tem uma estrutura organizacional, nada mais natural do que utilizar esta mesma estrutura. É aí que mora o perigo. Primeiro, porque os funcionários da loja física tendem a não se dedicar a “um trabalho a mais” sem uma contrapartida. Portanto, vale a pena contratar alguém só pra gerenciar os pedidos online, dar andamento a eles, responder dúvidas do suporte on-line.. E eu estou falando de operações pequenas, se o e-commerce tiver um volume grande de pedidos, vai precisar de uma equipe inteira!
Faça a gestão do estoque independentemente.
Acho importante manter separado o estoque da loja, do estoque do e-commerce. Nem que seja apenas uma pequena parte, como, por exemplo, destinar 5% do estoque físico pro e-commerce. Você deve ter em mente que, uma vez vendido pelo site, você tem que entregar determinado produto. Além disso, as pessoas podem comprar no website 24×7, em momentos onde você não vai ter como controlar. Imagine uma loja de roupas, que possui 3 camisas pretas tamanho GG em seu estoque físico. 20 minutos antes da loja fechar, algum cliente entra e compra as 3. O feliz comerciante fecha a loja e vai pra casa, e ao voltar no dia seguinte, percebe que alguém comprou, pelo site, novamente as 3 camisas. Como o lojista fará pra entregar? Se os estoques estivessem sido separados, esta camisa teria se esgotado antes para o estoque da loja (ou do e-commerce) e a recompra junto ao fornecedor teria sido feita antes. Ao invés de 3 camisas + uma dor de cabeça, o lojista teria vendido 6 camisas. Um sistema de e-commerce que te avisa sobre os níveis de estoque em RSS, por exemplo, pode te ajudar a manter o controle disso.
Tenha um acordo com a agência de Correios mais próxima.
Olha, desculpa aí pessoal do Correio, mas eu ainda acho que o frete é o maior mico do e-commerce nacional. Acho um verdadeiro absurdo você comprar um produto de R$25,00 na internet e pagar R$5,00 de frete. O que a entrega tem de tão especial pra custar 1/5 do preço do produto? Bom, pra empresas que tem operações de e-commerce menos volumosas, o Correio acaba sendo a única alternativa. Tentando facilitar ao máximo a sua vida, vale a pena uma visita à agência de Correio mais próxima. Você pode fechar um contrato com eles, pra buscarem a sua mercadoria em horário pré-determinado, e, quiçá conseguir um desconto nos preços de frete. Claro que isso vai depender da sua habilidade de negociação, do seu volume de entregas e do bom-humor do gerente. Mas, no mínimo, a recolhida agendada você consegue, o que já te facilita horrores na operação.
Cuidado com o seu consumidor.
Usuário de internet é um chato. Além de chato, é um consumidor, o que o eleva à enésima potência. Ele vai querer ser bem tratado, paparicado, mas, sobretudo, respeitado. E ai de você se pisar na bola. Um consumidor insatisfeito tem a internet inteira a seu favor. Vai criar um blog só pra falar mal da sua empresa, vai colocar no twitter, vai usar SEO, vídeo no youtube.. Ou seja: queima o teu filme e dá um trabalhão.
E pra tratá-lo bem e deixar a sua freguesia satisfeita, não precisa de muita coisa: basta fazer o seu serviço bem feito. O preço tá bom? O site é bem feito, permite navegação fácil, opções de pagamento? O estoque tá certo mesmo? Entregou direitinho, bem embalado, num prazo decente? Só isso já deixa teu usuário feliz. Pra fechar com chave de ouro, surpreenda seu consumidor: aproveita e manda um mimo pra ele: um voucher de desconto de 5% pra próxima compra. Pronto, ganhou o cara.
Utilize uma estratégia de inteligência para sua comunicação online.
Quando faz uma compra pela internet, você deixa dados, certo? Nome, endereço, telefone, etc. Sabendo utilizar, só isso já é o suficiente pra que a loja possa estreitar os laços com você. Porém, durante a sua interação para com o website, você deixa informações muito mais relevantes, que muitas empresas nem sabem como utilizar. Por exemplo, se a loja tiver uma estratégia de inteligência, vai saber que você acessou a loja 3 vezes nos últimos 3 dias, que visitou as páginas do sapato, do cinto, da calça, mas no final acabou comprando só a camisa. Ora, de posse dessa informação, que tal te mandar um e-mail com ofertas especiais na compra destes 3 produtos?
Isso é informação relevante, e é isso que você tem que levar ao teu usuário. Não adianta a loja mandar um e-mail marketing genérico, com ofertas do cinto, calça e sapato para a minha filha de 10 anos, que se cadastrou no mailing por causa da bolsa cor de rosa.
Ou seja, você precisa saber cada vez mais e mais sobre o seu consumidor. E a internet é o único meio que pode te possibilitar isso. Utilize-a com… inteligência!
Enfim, ainda há muito pra se falar em gestão de e-commerce, e eu pretendo ir postando pequenos drops com dicas ao longo do tempo. Surgiu alguma dica, dúvida, comentário? Utilize as caixas de comentários!
Há alguns anos tive uma reunião com o dono de uma famosa fábrica de óculos de sol. Ele havia fechado todas as suas lojas presentes nos shoppings Brasil afora devido à queda nas vendas, ocorrida depois de uma mal-sucedida avaliação no quadro “Teste do INMETRO”, do Fantástico. Embora o prejuízo ainda não justificasse voltar às lojas, ele não podia parar de vender, e seus produtos ainda tinham um certo apelo junto ao público, principalmente o público do interior.
Qual a explicação disso? Nas pequenas cidades do interior, as pessoas podem até ter possibilidades financeiras de adquirir determinados produtos, porém estes não se encontram disponíveis à venda. Para adquirí-los, precisam se deslocar até a capital ou centro mais próximo. Quem resolveu isso com facilidade? A Internet!
Pois este empresário também enxergou isso, criou uma lojinha bem simples na internet e começou a vender… Para cidades do interior de SP, GO, AM, MT.. Ou seja: ele quebrou a barreira física da distribuição de seus produtos.
Primeiro o interior aprendeu a comprar pela internet. Agora está aprendendo a vender também. Estive, no final do ano passado, com um empresário que tinha uma loja de material eletrônico de segurança em Itu. Sua loja já havia conseguido atender completamente a Itu e região. Mas ele queria mais, queria se ver livre dos limites físicos de uma loja. Montou a versão digital de seu negócio, e está se preparando pra muito trabalho, pois a versão online já deu sinais de que vai, em breve, vender muito mais do que a loja física. Ponto pra ele, não?
O único ponto negativo que o comércio eletrônico tem ainda é o frete. Entrega no Brasil é um ítem caríssimo em relação ao exterior. Não faz nenhum sentido comprar via web um produto que custa R$20,00 e pagar R$5,00 de frete. Mas parece que os Correios também estão enxergando este disparate e esperamos que eles enxerguem mesmo.
Tá preparado pra entrar no mercado eletrônico? Pois prepare-se também pra conhecer o poder de compra do interior brasileiro. Ê trem bão, sô!!
A e-bit divulgou, recentemente, uma prévia do faturamento nominal das empresas de e-commerce no Brasil no ano de 2008. O relatório ainda é parcial, mas os números impressionam até o mais cético dos céticos.
Com crise e tudo, as vendas pela internet no Brasil aumentaram 30% em relação ao ano de 2007, chegando a impressionantes R$8,2 bilhões. A isto se deve o aumento da credibilidade, a maturidade técnica alcançada pelos websites que realizam vendas online, a segurança dos meios de pagamento, a consolidação de grandes players do mercado tradicional como Americanas.com e, principalmente, a entrada de alguns outros, como o Magazine Luiza e Extra, por exemplo. Quem ainda reluta em entrar na web, como as Casas Bahia, por exemplo, devem se render em breve.
Segundo o e-bit, o ticket médio ficou em R$328,00. Este índice é uma média de todas as compras relizadas no país no período. Pessoalmente, acho R$328,00 um ticket extremamente positivo. Tem muita loja física por aí que adoraria chegar a um ticket desses.
Um empecilho que ainda nos pega os calcanhares, acredito, é o preço do frete. Embora nossos Correios estejam cada vez mais atentos ao comércio eletrônico e os prazos de entrega são bastante satisfatórios, acho o preço ainda salgado para o bolso do consumidor. Compras mais baratas, por exemplo, podem acabar inviabilizadas por conta do custo do frete. Não faz sentido comprar um livro de R$20,00, por exemplo, se o custo de Sedex chegar a R$5,00, por exemplo. Com isso, as empresas de e-commerce sempre acabam tendo um “plano B” com alguma transportadora, o que aumenta o custo ou, no mínimo, a dor de cabeça da empresa. Mas acredito na competência dos Correios e torço para que este custo diminua com o tempo.
As estimativas da e-bit para e-commerce em 2009 falam de um aumento de 25% em relação a 2008, que, embora signifique perda em relação aos 30% do ano passado, são bastante animadores. Com isso, o faturamento deve passar dos R$10 bilhões, o que vai fazer muito comerciante eletrônico estourar champanhes no final do ano.
A paradinha do final do ano foi ótima, pudemos descansar razoavelmente, e agora é bola pra frente que atrás vem gente. Desde segunda-feira, dia 5, estamos de volta ao batente aqui na empresa.
Neste ano de 2009, nossos olhos se voltam para o comércio eletrônico. Tenho sentido um grande aumento da demanda de e-commerce. O mercado evoluiu, as pessoas aprenderam a comprar pela internet e já se sentem confortáveis com isso, existem ferramentas nacionais e estrangeiras bastante maduras, os meios de pagamento são seguros e cada vez mais simples no que diz respeito à integração com as lojas virtuais..
Enfim, acredito que este seja o ano mais forte de todos para o mercado de e-commerce. E nós queremos utilizar a experiência que adquirimos com o e-commerce que desenvolvemos para a Intel para evoluir junto a este mercado.
Além disso, temos uma agradável novidade reservada para os próximos meses: um projeto de e-commerce próprio. Mas prefiro aguardar alguns dias para maiores detalhes sobre isso.
Bem-vindos a 2009!! Que este seja um ano repleto de sucesso e realizações!
Lembra daquele player bacaninha que parecia uma fitinha cassete, o Miixwit? Se não lembra, lê esse post aqui. Então, hoje recebi um melancólico e-mail do staff deles. Parece que a crise financeira, emocional ou afetiva bateu com força na janela deles, fazendo com que abandonem o barco. Devem baixar as portas e se lançar ao mar no dia 27 de dezembro deste ano.
Fiquei bastante chateado por duas razões: Uma, porque achava o serviço o maior barato, uma alternativa bacaníssima aos players feiosos com cara de microsystem que vemos por aí. Outra, porque eu coloquei TODA a playlist do site do Lixo Extraordinário nela, e vou ter que trocar até o dia 27 deste mês, antes que o Batone venha me perguntar porque as músicas do site não estão lá
Abaixo, o e-mail que recebi.
“We regret to announce that Mixwit will cease to exist at the end of theyear.The website and profiles will be turned off around Dec 27th andall embedded widgets will stop playing before the end of December.We’ve put a year of work into Mixwit so this choice wasn’t taken lightly. Iwon’t go into the details of our situation but state simply that weboldly marched into in a position best described as “between a rock and ahard place.” We’re very grateful to be have been part of the mixtaperevival of ‘08 and are satisfied to be able to to bow out while thingsare still good.You guys are all amazing. It’s clear that all of you put a ton of time andeffort into your mixes. For me personally, I was looking forward to all ofthe designs people created for their tapes. There was a lot of basic tapesand many lovely photos, but the designs and artwork - WOW!We’re very sorry that this has to end. We’re going to try to figure outsome way to archive the artwork and playlists, if for nothing at leasthistoric value. As for now, everything needs to be shut down by the endof the year just to make sure we’ve got a clean start for 2009.We’ll return early next year with a new company and new toys. Untilthen, enjoy the holidays and please take good care of yourselves,your families, and your friends =)- Radley & Mike”
Aqui na Energy, o nosso negócio é desenvolver lojas virtuais, personalizadas de acordo com a necessidade de cada cliente, baseadas numa ferramenta de e-commerce open source chamada Magento. Acreditamos que, desta maneira, podemos tirar proveito da economia feita com os custos de licença, e utilizar todo o nosso conhecimento para entregar lojas funcionais, altamente customizadas, a um preço razoável para o nosso cliente.
Há outros modelos no mercado, e vão desde o desenvolvimento total de sistema de e-commerce (caro, válido apenas para projetos ambiciosos), passando pelos detentores de -bons, diga-se de passagem- sistemas próprios, e chegando à ponta extrema dessa corda, que são as lojas virtuais gratuitas (ou quase gratuitas).
Já me aconteceu mais de uma vez, de o cliente ter dúvidas em relação a estes modelos, e sentir dificuldade de entender porque algumas opções custam tão caro, se temos lojas que custam um pouquinho por mês, ou até gratuitas no mercado.
Minha resposta, que precisa sempre ser ponderada, é bastante clara: Todas as opções são válidas, e a tomada dessa decisão vai depender do seu objetivo, do seu investimento e do seu planejamento. Neste post, pretendo falar mais especificamente da loja mais simples, a gratuita, com suas vantagens e desvantagens. Entenda como loja gratuita, aquela que o seu parceiro de hospedagem te dá de graça, utilizando um botão de instalação no painel de controle, ou aquela que te cobra um fee mensal que, geralmente, fica por volta de R$100,00.
O primeiro se ter em mente, é que a loja gratuita é sim uma boa opção, e não pode ser descartada. Seria bastante injusto dizer “compre a nossa, a loja gratuita é um lixo”. Não, não é nada disso, ela é boa. Para alguns tipos de e-commerce.
Costumo dizer que a loja gratuita é uma boa opção para quem está começando, sem grandes planos e sem orçamento. Basicamente aquele tipo de cliente que está entrando no e-commerce pra “ver no que vai dar”. Num caso assim, principalmente quando existem restrições orçamentárias, acho justo que o cliente prefira gastar todo o seu recurso em estoque, e não em ferramenta. Afinal, isso faz parte do planejamento dele.
Mas, afinal, qual a verdadeira diferença entre uma loja gratuita e um sistema próprio?
Antes de mais nada: porque é tão barato?
A resposta é simples: essas empresas possuem algum sistema de loja virtual (às vezes próprio, ou mesmo um magento compartilhado, enfim) que tem como característica se desdobrar em inúmeras lojas diferentes e independentes, rodando sob o mesmo cerne, ou seja: a loja em si, é uma só, mas a camada de apresentação se divide em inúmeras lojas menores. Com isso, a empresa responsável pela administração precisa contar com uma hospedagem de qualidade, e se preocupar em manter apenas um único sistema de lojas virtuais rodando de maneira estável. Isso diminui demais os custos, e por isso é tão barato. Não há nada de ilícito, nem de desonesto. É apenas um modelo de negócios viável.
Escalabilidade
Aqui começamos a esbarrar na questão da estratégia. A maioria destas lojas gratuitas limita a quantidade de produtos por loja, ou banda, ou espaço em disco, ou page views, enfim. Como estas empresas trabalham com sistemas compartilhados, é necessário manter controle sobre a estabilidade do servidor. É muito mais fácil gerenciar um sistema onde sabe-se que rodam 100 lojas, limitadas a 100 produtos cada, do que gerenciar um sistema onde existem 10 lojas, e não se sabe o tamanho delas. Portanto, se você pretende divulgar massivamente, ou ter um grid de produtos maior, pode ser que este modelo não seja o mais adequado para a sua loja.
Personalização do design
Mais uma vez, estamos falando de um sistema único, gerenciando diversas lojas. O administrador do sistema não vai poder lhe permitir certos privilégios dentro do cerne da ferramenta. Ele lhe dará algumas opções de layout em forma de templates e cores, apresentação de produtos e afins, e você deverá escolher, dentre os apresentados, aquele que mais se encaixa com o seu objetivo. Trata-se de um sistema muito simples, e você consegue colocar uma loja de pé em alguns cliques. A desvantagem é que, além da sua, fatalmente existirão muitas lojas com o mesmo visual, as mesmas cores… e outro logotipo, o único diferencial.
Flexibilidade
Mesmo trabalhando com uma ferramenta completa como o Magento, eu costumo complementá-la com plugins, add-ons, outras ferramentas (como no caso dos e-mails marketing, em que integro o Magento a outras ferramentas mais poderosas), enfim, o que é impossível nas lojas compartilhadas. Dando um exemplo prático: você quer fazer um hotsite especial para o dias dos pais com um simples concurso cultural, integrá-lo à sua base de dados, e conceder um ticket de desconto para os participantes. Num sistema compartilhado, isso não será possível. Num sistema próprio, será até fácil.
Otimização de mecanismos de busca (SEO)
Para se desenvolver um bom trabalho em SEO, é necessário ter acesso ao código de cada página, trabalhar minuciosamente pontos importantes do próprio sistema, e esse trabalho muda de loja para loja. Portanto, num sistema compartilhado, poderá haver sérias limitações quanto à maneira como os mecanismos de buscas irão indexar o seu conteúdo.
Enfim, lojas gratuitas, ou compartilhadas têm as suas vantagens e desvantagens. Tudo depende da sua estratégia. Gastar muito num sistema fantástico e não sobrar nada pra comprar o seu estoque não adianta, e economizar demais e acabar limitando as suas vendas, também não.
Como opinião pessoal, quero mesmo é que todos entrem no mundo das vendas pela internet. O mercado como um todo só ganha com isso, o lojista ganha e o consumidor ganha.
Videocast para o Newronio ESPM
Muito legal a iniciativa do professor VinceVader, da ESPM, e ex-colega de Fulano.com e Energy Interactive.
A ESPM tem um blog sobre tendências, chamado Newronio. E ele está criando uma nova série, onde faz algumas perguntas para profissionais do mercado, e a resposta tem que ser dada na lata, na webcam, ali. Se vira nos trinta.
Não me virei nos trinta, mas resolvi nos quase dois minutos que falei. Muita honra poder dar uma contribuição para o pessoal da ESPM, por quem eu tenho muito carinho.
“Daniel, você no último ano investiu pesadamente no planejamento, criação e manutenção de sites que utizam o e-commerce como ferramenta. Nos EUA, Ásia e Europa sabemos que esse tipo de prática é muito utilizada, mas como você analisa esse panorama aqui em terras brasileiras?”
Como não fazer e-mail marketing
Como já foi dito aqui, eu não escrevo apenas neste blog. Além do Blog da Energy, eu despejo minhas mal-acabadas idéias no Deitando o Gato na Grelha, um blog de cunho pessoal e intransferível, que trata de receitas de churrasco e outras calóricas gulodices. Se bateu a fome e o seu interesse por e-mail marketing sumiu, sugiro que faça uma visitinha e planeje o churrasco do final de semana. Mas, se você quer ver como a utilização do e-mail marketing pode ser um tiro no pé da estratégia online de alguma empresa, fique aqui e acompanhe esta fanfarrice.
E o que o Gato na Grelha tem a ver com e-mail marketing? Simples. Com as minhas peripécias com o blog e com o sucesso que ele gerou, acabei conhecendo melhor os sites de culinária internet afora, interagindo com eles, e recebo várias newsletters de vários sites, algumas muito interessantes, e outras completamente furadas.
E esse é o caso de um famoso site que minha responsabilidade jurídica me obriga a apelidar de Cybercrock. O site em si é bacana e nem é dele que eu pretendo falar, mas sim da sua estratégia de envio de e-mail marketing. Essa sim, uma fanfarrice.
Fiz o meu cadastro no site e enviei a primeira receita. Como a linha editorial do Gato na Grelha foge, digamos assim, aos modelos de receitas tradicionais, minha receita não fez muito sucesso por lá e logo eu abandonei o site, deixando o cadastro ativo para qualquer acesso futuro. Com isso, dei o opt-in pra receber newsletters deles. Até aí ok, eu assino várias newsletters de cunho gastronômico, e até gosto de receber receitas e afins no meio do trabalho.
Aí começa a primeira furada: até hoje, eu recebi, segundo o Gmail, 110 mensagens da Cybercrock, e com 74 propagandas e 36 receitas. Ou seja, propaganda e mais propaganda, e pouca informação relevante.Como diria o Datena, “Na tela!”:
Esse é um print sem nenhuma alteração da minha tela de Gmail, quando se busca “Cybercrock”. Note que, só dando uma olhada rápida, já podemos encontrar erros fatais de e-mkt:
Note que a quantidade de “Parceiro Cybercrock” é bem superior à “Boletim Cybercrock”. Ou seja, relevância não é o forte deles;
Tem várias promoções aí no meio que poderiam ser bastante interessantes, se eu fosse mulher. Mas eu não sou, pessoal. E não me interesso pelos perfumes e afins, que deram um trabalhão pro departamento que firmou as parcerias. Não custava nada segmentar um pouquinho a sua base de dados, não?
Note o assustador “Daniel, vai deixar passar?” que se repete frequentemente. Que subject é esse? Isso me lembra dos tenros tempos da quinta série, onde o “vai deixar passar?” era o prenúncio de quiprocó na hora da saída. Será que o Cybercrock tá me chamando pra briga?
A periodicidade dos e-mails é irritante. Em 21 de agosto, recebi e-mkt 3 vezes. Sabe como é o nome disso? Desperdício de recurso.
Na tela, conta-se 20 e-mails em pouco mais de um mês. Claro que não tem consumidor que se interesse por uma comunicação assim.
A cereja do bolo é essa aqui: “Daniel, você será filmada”. Como assim, Bial? Filmada???? Não é possível que o pessoal da Cybercock ache mesmo que o seu público-alvo é formado única e exclusivamente por mulheres. A cada dia, um homem se aventura nas panelas. Faça uma busca sobre “homem cozinhando” ou algo do tipo no google e note a quantidade de blogs e sites mantidos por homens que cozinham. É de uma mentalidade atrasadíssima achar que um site de receitas vai atender apenas ao público feminino. Na tela:
Me chamaram de mulherzinha e ainda perguntaram se vou deixar passar. Tem cabimento?
Com isso, podemos notar que o site Cybercrock e seus parceiros gastam um esforço considerável no envio de e-mail marketing, o que é, por si só, muito positivo. Mas pode não adiantar nada fazê-lo de qualquer maneira. Num caso como esses, segmentação de base de dados é mais do que necessário, é gritantemente necessário. Além disso, vai diminuir os custos de envio de e-mails, facilitar o trabalho de quem envia e adquirir relevância junto ao seu target, fundamento primordial para o sucesso de qualquer campanha de e-mail marketing.
Além disso, é sempre bom tomar certos cuidados. Vai que algum consumidor mais exaltado resolve que não vai deixar passar?
Comércio eletrônico no primeiro semestre 2009
Sem maiores rodeios, senta aí que eu vou te contar uns números interessantes sobre o mercado de e-commerce neste primeiro e sofrido semestre de 2009.
R$4,8 Bilhões foi o faturamento do setor;
27% maior do que o faturamento do mesmo período do ano passado;
A previsão para o segundo semestre é de aumento de 28%;
O que levará ao faturamento de R$10,5 Bilhões até o final do ano;
O ticket médio foi de R$323,00 e isso não é uma pegadinha;
Mais de 86% dos consumidores se dizem satisfeitos com o comércio eletrônico.
É para refletir, não? Em ano de crise, o mercado cresce mais do que o ano anterior, com o mundo rodando de vento em popa? O que esse tal de comércio eletrônico tem, baby?
O relatório é o webshoppers, da consultoria e-bit, a interpretação é minha e a surpresa é de todos nós.
Power to the people: conheça o e-consumidor
Nos anos 70, o mundo experimentava os nada doces sabores da primeira grande crise do petróleo, o Brasil chafurdava na amarga ditadura militar, enquanto saía da barriga de mamãe este ser que vos escreve. Neste tempo, John Lennon bradava pelos 4 ventos os últimos suspiros de uma geração que queria mudar o mundo. E, de fato, mudou, mas não da maneira como eles queriam. O conceito de paz e amor não dominou a sociedade, os hippies tiveram que ir pro trabalho de terno e gravata e o poder não foi, como a canção sugere, dado às pessoas.
Aí veio a internet e mudou a cara de tudo. As pessoas ganharam acesso à informação (alguém duvida que toda a informação do mundo está no google?), conquistaram seu espaço virtual e hoje, qualquer um tem maneira de divulgar a sua própria produção cultural. Uma prova disso são os blogs. Quantos autores geniais se encontra web afora, que jamais teriam seus livros publicados antigamente? Quantos autores medíocres não estão divulgando seu trabalho com a mesma facilidade? Democraticamente falando, estamos vivendo um momento ímpar na produção de conteúdo na história da humanidade.
E essas pessoas que compartilham experiências nos seus blogs, twitters, comunidades, listas de discussão também são consumidores. E eles descobriram que podem utilizar essa democracia toda a seu favor.
Um consumidor mal atendido, que se sente lesado, que comprou gato por lebre tem, a seu lado, as ferramentas perfeitas para contar isso pra todo mundo. Por outro lado, se você faz a sua parte direitinho, joga limpo e os clientes estão satisfeitos, pode incentivá-los a espalhar isso, e, acredite, eles o farão. Parece que, finalmente, John Lennon pode descansar: cada vez mais, o poder está com as pessoas.
Hoje mesmo, li um caso interessantíssimo no Blue Bus: Um americano comprou uma piscina inflável para que as crianças pudessem curtir o verão. Na embalagem, a bela foto de 5 crianças se espalhando na piscina. Mas, ao abrir a embalagem, a decepção: o photoshop comeu solto na embalagem. Não cabiam 5 crianças e o produto era muito, muito menor do que o apresentado. Brendan Donnllan, o americano em questão, não teve dúvida: sacou a câmera do celular e gravou a decepção da sua simpática filhinha para com o fabricante. E ele fez questão de espalhar esse vídeo, tanto que… ele está aqui! Veja com seus próprios olhos:
Para nós, que trabalhamos com e-commerce, é muito importante tomar cuidado com isso. Pergunte a si mesmo: No meu site, há informação suficiente sobre meus produtos? As fotos estão bastante claras? Os produtos são bons, atendem às expectativas dos consumidores? Meu prazo de entrega está bastante claro? Minha loja fornece ao consumidor a possibilidade de expressar a sua opinião, seja ela qual for? Estou preparado para ouvir essa opinião?
Se você respondeu SIM à maioria dessas questões, você está dentro do jogo, e o e-consumidor provavelmente vai jogar do seu lado. Agora, se respondeu NÃO, amigo… melhor tomar cuidado, hein!
Dicas pra não errar em e-commerce
Tenho notado um aumento do interesse das pessoas e empresas por e-commerce. Muitas vezes, quando eu chego a uma reunião, o cliente já se decidiu pelo caminho do comércio eletrônico, mas ainda não sabe muito bem por onde começar. Me fazem perguntas sobre suporte, sobre logística, sobre a sua própria operação.. As respostas a estas perguntas eu nem deveria ter, pois a parte da Energy é desenvolver um bom site e ajudar seus clientes a mantê-los de pé. Porém, quero registrar aqui algumas dicas interessantes que tenho guardadas comigo, em função dos estudos que tenho feito sobre e-commerce.
Tenha uma equipe para gerir o seu e-commerce.
Muitas das empresas que nos procuram já tem suas lojas físicas e estão caminhando para abrir seu braço virtual. E como essas lojas já tem uma estrutura organizacional, nada mais natural do que utilizar esta mesma estrutura. É aí que mora o perigo. Primeiro, porque os funcionários da loja física tendem a não se dedicar a “um trabalho a mais” sem uma contrapartida. Portanto, vale a pena contratar alguém só pra gerenciar os pedidos online, dar andamento a eles, responder dúvidas do suporte on-line.. E eu estou falando de operações pequenas, se o e-commerce tiver um volume grande de pedidos, vai precisar de uma equipe inteira!
Faça a gestão do estoque independentemente.
Acho importante manter separado o estoque da loja, do estoque do e-commerce. Nem que seja apenas uma pequena parte, como, por exemplo, destinar 5% do estoque físico pro e-commerce. Você deve ter em mente que, uma vez vendido pelo site, você tem que entregar determinado produto. Além disso, as pessoas podem comprar no website 24×7, em momentos onde você não vai ter como controlar. Imagine uma loja de roupas, que possui 3 camisas pretas tamanho GG em seu estoque físico. 20 minutos antes da loja fechar, algum cliente entra e compra as 3. O feliz comerciante fecha a loja e vai pra casa, e ao voltar no dia seguinte, percebe que alguém comprou, pelo site, novamente as 3 camisas. Como o lojista fará pra entregar? Se os estoques estivessem sido separados, esta camisa teria se esgotado antes para o estoque da loja (ou do e-commerce) e a recompra junto ao fornecedor teria sido feita antes. Ao invés de 3 camisas + uma dor de cabeça, o lojista teria vendido 6 camisas. Um sistema de e-commerce que te avisa sobre os níveis de estoque em RSS, por exemplo, pode te ajudar a manter o controle disso.
Tenha um acordo com a agência de Correios mais próxima.
Olha, desculpa aí pessoal do Correio, mas eu ainda acho que o frete é o maior mico do e-commerce nacional. Acho um verdadeiro absurdo você comprar um produto de R$25,00 na internet e pagar R$5,00 de frete. O que a entrega tem de tão especial pra custar 1/5 do preço do produto? Bom, pra empresas que tem operações de e-commerce menos volumosas, o Correio acaba sendo a única alternativa. Tentando facilitar ao máximo a sua vida, vale a pena uma visita à agência de Correio mais próxima. Você pode fechar um contrato com eles, pra buscarem a sua mercadoria em horário pré-determinado, e, quiçá conseguir um desconto nos preços de frete. Claro que isso vai depender da sua habilidade de negociação, do seu volume de entregas e do bom-humor do gerente. Mas, no mínimo, a recolhida agendada você consegue, o que já te facilita horrores na operação.
Cuidado com o seu consumidor.
Usuário de internet é um chato. Além de chato, é um consumidor, o que o eleva à enésima potência. Ele vai querer ser bem tratado, paparicado, mas, sobretudo, respeitado. E ai de você se pisar na bola. Um consumidor insatisfeito tem a internet inteira a seu favor. Vai criar um blog só pra falar mal da sua empresa, vai colocar no twitter, vai usar SEO, vídeo no youtube.. Ou seja: queima o teu filme e dá um trabalhão.
E pra tratá-lo bem e deixar a sua freguesia satisfeita, não precisa de muita coisa: basta fazer o seu serviço bem feito. O preço tá bom? O site é bem feito, permite navegação fácil, opções de pagamento? O estoque tá certo mesmo? Entregou direitinho, bem embalado, num prazo decente? Só isso já deixa teu usuário feliz. Pra fechar com chave de ouro, surpreenda seu consumidor: aproveita e manda um mimo pra ele: um voucher de desconto de 5% pra próxima compra. Pronto, ganhou o cara.
Utilize uma estratégia de inteligência para sua comunicação online.
Quando faz uma compra pela internet, você deixa dados, certo? Nome, endereço, telefone, etc. Sabendo utilizar, só isso já é o suficiente pra que a loja possa estreitar os laços com você. Porém, durante a sua interação para com o website, você deixa informações muito mais relevantes, que muitas empresas nem sabem como utilizar. Por exemplo, se a loja tiver uma estratégia de inteligência, vai saber que você acessou a loja 3 vezes nos últimos 3 dias, que visitou as páginas do sapato, do cinto, da calça, mas no final acabou comprando só a camisa. Ora, de posse dessa informação, que tal te mandar um e-mail com ofertas especiais na compra destes 3 produtos?
Isso é informação relevante, e é isso que você tem que levar ao teu usuário. Não adianta a loja mandar um e-mail marketing genérico, com ofertas do cinto, calça e sapato para a minha filha de 10 anos, que se cadastrou no mailing por causa da bolsa cor de rosa.
Ou seja, você precisa saber cada vez mais e mais sobre o seu consumidor. E a internet é o único meio que pode te possibilitar isso. Utilize-a com… inteligência!
Enfim, ainda há muito pra se falar em gestão de e-commerce, e eu pretendo ir postando pequenos drops com dicas ao longo do tempo. Surgiu alguma dica, dúvida, comentário? Utilize as caixas de comentários!
O interior descobriu o e-commerce
Há alguns anos tive uma reunião com o dono de uma famosa fábrica de óculos de sol. Ele havia fechado todas as suas lojas presentes nos shoppings Brasil afora devido à queda nas vendas, ocorrida depois de uma mal-sucedida avaliação no quadro “Teste do INMETRO”, do Fantástico. Embora o prejuízo ainda não justificasse voltar às lojas, ele não podia parar de vender, e seus produtos ainda tinham um certo apelo junto ao público, principalmente o público do interior.
Qual a explicação disso? Nas pequenas cidades do interior, as pessoas podem até ter possibilidades financeiras de adquirir determinados produtos, porém estes não se encontram disponíveis à venda. Para adquirí-los, precisam se deslocar até a capital ou centro mais próximo. Quem resolveu isso com facilidade? A Internet!
Pois este empresário também enxergou isso, criou uma lojinha bem simples na internet e começou a vender… Para cidades do interior de SP, GO, AM, MT.. Ou seja: ele quebrou a barreira física da distribuição de seus produtos.
Primeiro o interior aprendeu a comprar pela internet. Agora está aprendendo a vender também. Estive, no final do ano passado, com um empresário que tinha uma loja de material eletrônico de segurança em Itu. Sua loja já havia conseguido atender completamente a Itu e região. Mas ele queria mais, queria se ver livre dos limites físicos de uma loja. Montou a versão digital de seu negócio, e está se preparando pra muito trabalho, pois a versão online já deu sinais de que vai, em breve, vender muito mais do que a loja física. Ponto pra ele, não?
O único ponto negativo que o comércio eletrônico tem ainda é o frete. Entrega no Brasil é um ítem caríssimo em relação ao exterior. Não faz nenhum sentido comprar via web um produto que custa R$20,00 e pagar R$5,00 de frete. Mas parece que os Correios também estão enxergando este disparate e esperamos que eles enxerguem mesmo.
Tá preparado pra entrar no mercado eletrônico? Pois prepare-se também pra conhecer o poder de compra do interior brasileiro. Ê trem bão, sô!!
A força do comércio eletrônico
A e-bit divulgou, recentemente, uma prévia do faturamento nominal das empresas de e-commerce no Brasil no ano de 2008. O relatório ainda é parcial, mas os números impressionam até o mais cético dos céticos.
Com crise e tudo, as vendas pela internet no Brasil aumentaram 30% em relação ao ano de 2007, chegando a impressionantes R$8,2 bilhões. A isto se deve o aumento da credibilidade, a maturidade técnica alcançada pelos websites que realizam vendas online, a segurança dos meios de pagamento, a consolidação de grandes players do mercado tradicional como Americanas.com e, principalmente, a entrada de alguns outros, como o Magazine Luiza e Extra, por exemplo. Quem ainda reluta em entrar na web, como as Casas Bahia, por exemplo, devem se render em breve.
Segundo o e-bit, o ticket médio ficou em R$328,00. Este índice é uma média de todas as compras relizadas no país no período. Pessoalmente, acho R$328,00 um ticket extremamente positivo. Tem muita loja física por aí que adoraria chegar a um ticket desses.
Um empecilho que ainda nos pega os calcanhares, acredito, é o preço do frete. Embora nossos Correios estejam cada vez mais atentos ao comércio eletrônico e os prazos de entrega são bastante satisfatórios, acho o preço ainda salgado para o bolso do consumidor. Compras mais baratas, por exemplo, podem acabar inviabilizadas por conta do custo do frete. Não faz sentido comprar um livro de R$20,00, por exemplo, se o custo de Sedex chegar a R$5,00, por exemplo. Com isso, as empresas de e-commerce sempre acabam tendo um “plano B” com alguma transportadora, o que aumenta o custo ou, no mínimo, a dor de cabeça da empresa. Mas acredito na competência dos Correios e torço para que este custo diminua com o tempo.
As estimativas da e-bit para e-commerce em 2009 falam de um aumento de 25% em relação a 2008, que, embora signifique perda em relação aos 30% do ano passado, são bastante animadores. Com isso, o faturamento deve passar dos R$10 bilhões, o que vai fazer muito comerciante eletrônico estourar champanhes no final do ano.
E aí, quem quer mordiscar uma fatia desse bolo?
2009 com a corda toda!
A paradinha do final do ano foi ótima, pudemos descansar razoavelmente, e agora é bola pra frente que atrás vem gente. Desde segunda-feira, dia 5, estamos de volta ao batente aqui na empresa.
Neste ano de 2009, nossos olhos se voltam para o comércio eletrônico. Tenho sentido um grande aumento da demanda de e-commerce. O mercado evoluiu, as pessoas aprenderam a comprar pela internet e já se sentem confortáveis com isso, existem ferramentas nacionais e estrangeiras bastante maduras, os meios de pagamento são seguros e cada vez mais simples no que diz respeito à integração com as lojas virtuais..
Enfim, acredito que este seja o ano mais forte de todos para o mercado de e-commerce. E nós queremos utilizar a experiência que adquirimos com o e-commerce que desenvolvemos para a Intel para evoluir junto a este mercado.
Além disso, temos uma agradável novidade reservada para os próximos meses: um projeto de e-commerce próprio. Mas prefiro aguardar alguns dias para maiores detalhes sobre isso.
Bem-vindos a 2009!! Que este seja um ano repleto de sucesso e realizações!
E o Mixwit morreu…
Lembra daquele player bacaninha que parecia uma fitinha cassete, o Miixwit? Se não lembra, lê esse post aqui. Então, hoje recebi um melancólico e-mail do staff deles. Parece que a crise financeira, emocional ou afetiva bateu com força na janela deles, fazendo com que abandonem o barco. Devem baixar as portas e se lançar ao mar no dia 27 de dezembro deste ano.
Fiquei bastante chateado por duas razões: Uma, porque achava o serviço o maior barato, uma alternativa bacaníssima aos players feiosos com cara de microsystem que vemos por aí. Outra, porque eu coloquei TODA a playlist do site do Lixo Extraordinário nela, e vou ter que trocar até o dia 27 deste mês, antes que o Batone venha me perguntar porque as músicas do site não estão lá
Abaixo, o e-mail que recebi.
“We regret to announce that Mixwit will cease to exist at the end of theyear.The website and profiles will be turned off around Dec 27th andall embedded widgets will stop playing before the end of December.We’ve put a year of work into Mixwit so this choice wasn’t taken lightly. Iwon’t go into the details of our situation but state simply that weboldly marched into in a position best described as “between a rock and ahard place.” We’re very grateful to be have been part of the mixtaperevival of ‘08 and are satisfied to be able to to bow out while thingsare still good.You guys are all amazing. It’s clear that all of you put a ton of time andeffort into your mixes. For me personally, I was looking forward to all ofthe designs people created for their tapes. There was a lot of basic tapesand many lovely photos, but the designs and artwork - WOW!We’re very sorry that this has to end. We’re going to try to figure outsome way to archive the artwork and playlists, if for nothing at leasthistoric value. As for now, everything needs to be shut down by the endof the year just to make sure we’ve got a clean start for 2009.We’ll return early next year with a new company and new toys. Untilthen, enjoy the holidays and please take good care of yourselves,your families, and your friends =)- Radley & Mike”