BLOG DA ENERGY

Notícias, idéias e opiniões sobre o mundo da Internet, sob o ponto de vista da gente.

Seja bem-vindo

Vamos dar uma espiadinha?


Maio 26th, 2009.

O Grande Irmão, ou Big Brother, como queiram, é muito mais antigo do que Cléber Bambam, Alemão, vó Naiá e as poesias nonsense do Pedro Bial. O Grande Irmão foi um personagem fictício do romance “1984″, de George Orwell. O programa ganhou esse nome devido ao próprio romance, onde o Grande Irmão representava o olho vivo do Estado, que tudo via e podia monitorar as ações e os caminhos de cada um dos cidadãos, e assim direcioná-los de acordo com a sua vontade.

Tá, mas o que isso tem a ver com Internet? Te respondo: Analytics, baby.

Já ouviu falar em analytics? Então ouça: quando você visita um site, um blog, faz uma compra numa loja virtual, acessa o orkut, seja lá o que estiver fazendo pela internet, tem sempre alguém seguindo o seu rastro. Não, não se assuste, eu não estou falando daqueles rastros que permitem a alguém invadir o seu computador, roubar a sua senha, a sua privacidade e o seu pão com mortadela, ou até mexer no seu queijo. Você deixa rastros sobre o seu caminho dentro de um site, e esses rastros podem ser usados pelo administrador do mesmo para entender os seus passos enquanto estava lá, e com isso procurar aprimorar o seu conteúdo, oferecendo cada vez mais informação relevante. Servir bem para servir sempre, já diria o saco de pão.

Eu já contei, em outros posts, como funcionam os reports de campanhas por e-mail, não? Só recapitulando: quando você recebe um e-mail marketing e clica nele, o administrador da campanha, desde que utilize as ferramentas corretas, vai saber que hora você leu o e-mail, quantas vezes leu, em que links e quantas vezes clicou e até se encaminhou o e-mail. E se você não recebeu o e-mail, ele também sabe, e sabe até o por que (caixa postal cheia, e-mail inexistente, etc).

Com os sites é parecido. Analytics é o conjunto de técnicas e ferramentas que permite a um administrador de um site saber quais as páginas mais visitadas do seu site, de onde vieram os seus visitantes e que palavras-chave utilizaram nos mecanismos de busca pra chegar até o seu site.

Recentemente, criei um blog pessoal, que não tem nada a ver com este aqui e não tem nada a ver com o meu trabalho, e como este novo blog fala de assuntos populares, decidi utilizar ao limite as técnicas de SEO (Search Engine Optimization), integradas com conhecimento em Analytics.

Estou falando do Deitando o Gato na Grelha, um blog que fala de receitas de churrasco de uma maneira descontraída e bastante descompromissada (bastante até demais). Churrasco é um assunto popular, bastante requisitado no Google, e é um assunto que eu conheço bem pra falar. Mandei brasa (literalmente) e comecei a ver os acessos crescendo sem fazer nenhuma divulgação, apenas interpretando os reports de analytics, e procurando formas do meu blog aparecer cada vez melhor no Google. Lembrando que estas técnicas podem ser utilizadas pra qualquer site.

Utilizando analytics, descobri coisas divertidíssimas. A primeira delas é sobre uma famosa apresentadora de televisão, que acabou virando personagem involuntária do blog. Esta senhora é famosa por preparar pratos bacanas e chiquérrimos na TV, e como nosso blog trata de um assunto mais rústico, o churrasco, os pratos decorados e bonitinhos dela acabam virando piada pronta. Faz parte da linha editorial do blog, sabe? O divertido aí é que o trabalho de SEO feito no blog é melhor do que o feito no site dela, então numa busca no Google, dependendo do assunto, meu blog aparece na frente. Um exemplo bacana é o da abobrinha. Muitas vezes, o pessoal busca no Google “receita abobrinha churraco apresentadora famosa” (troque o apresentadora famosa pelo nome de sua preferência) e acaba caindo no meu blog. Essas pessoas navegam em várias páginas do blog, e isso faz com que meu blog ganhe ainda mais relevância no Google.

Pois é, SEO é assim. Muitos clientes me dizem “Daniel, quero que minha empresa apareça na primeira página do Google”. Isso não é pago, não existe um milagre pra aparecer na primeira página. Essa posição você conquista, convence o Google de que merece estar lá. Precisa mostrar ao Google claramente sobre o que trata o seu site, e convencê-lo de que tem relevância neste assunto. O código-fonte do seu site precisa ter uma estrutura inteligente pra ajudar os mecanismos de busca a entendê-lo, seu conteúdo precisa ser cuidadosamente escrito para tal, enfim. Tem todo um trabalho, árduo, por sinal, pra se conquistar degraus no Google. Voltemos ao analytics.

Descobri, com a minha experiência, que o nome “Deitando o Gato na Grelha” acabou sendo uma acertada na mosca, mesmo sem querer. Nunca tinha pensado que em alguns lugares do Brasil, espetinho de carne se chama “espetinho de gato”. E notava, vendo os resultados de analytics, que muita gente procurava por esse termo. Será que a galera Brasil afora assa os bichanos mesmo? Qual nada, um amigo carioca me contou que lá no Rio é comum falar em espetinho de gato.

Descobri também que a receita da picanha e da corvina são as campeãs de audiência do site, e comecei a explorar melhor esses assuntos.

Com analytics, eu consigo saber quais as páginas mais acessadas, quais termos as pessoas procuram no Google pra chegar até meu site, quanto tempo passam no site, quantas páginas lêem, de onde vem (geograficamente falando) estas pessoas, enfim. Um mundo de informações que só servem para que você possa entender melhor o que o seu visitante quer, e apresentá-lo o que ele quer ver. Afinal, o consumidor digital gosta de dar as regras. E quanto mais você entender isto, melhor será para ambos.

Portanto, navegue sem dó. Saiba que sempre vai ter alguém vigiando os seus passos, e isso é bom. A qualquer momento, podem te estender um tapete vermelho.

Dica: Acesse analytics.google.com e leia os manuais, faça seu cadastro, faça e aconteça. Apesar de ser uma ferramenta complexa, o Google Analytics é bastante auto-explicativo. e grátis!

Como diria o Bial: vamos dar uma espiadinha?

R$2 bi no primeiro trimestre


Maio 19th, 2009.

Wow! Mil vezes Wow!

O comércio eletrônico faturou, apenas no primeiro trimestre deste ano, dois virgula três bilhões de reais em vendas online. São números muito expressivos, ainda mais em se pensando no período de crise que vivemos.

A última pesquisa do e-bit, o órgão que mensura de pertinho os números do e-comércio nacional nos dá uma luz de otimismo. As otimistas expectativas deste que voz escreve parecem estar se cumprindo: tanto consumidor quando o próprio comerciante estão conseguindo enxergar no e-commerce uma alternativa viável à crise.

Para o consumidor, preços muitas vezes mais baratos, facilidades de pagamento, de entrega, e todas as  facilidades do e-commerce. E para o comerciante, uma operação mais barata e segura do que uma loja física. Além da maior de todas as possibilidades: a quebra da barreira regional às vendas. Ou seja: qualquer lojinha de bairro, por mais conceituada e bacaninha que fosse, estaria destinada a ser a lojinha do bairro. A menos que começasse a abrir filiais mundo afora, o que, convenhamos, não é pra qualquer lojinha de bairro. Agora, apostando suas fichas numa loja virtual, não há limites físicos mais. Em Patópolis, Patagônia ou na Terra do Nunca, se o Correio chega, tem comércio eletrônico.

Uma informação animadora do relatório é a constatação de que os grandes players estão começando a perder mercado para as pequenas lojas. Mais força para o consumidor, uma vez que a concorrência entre os diferentes players lhe é bastante benéfica. Além de trazer aconchegantes expectativas a quem está pensando em galgar seus primeiros degraus em e-commerce.

Os números são, ainda, bastante compatíveis com o que aconteceu, proporcionalmente falando, no ano passado. Se vendemos R$2,3bi nesses primeiro 3 meses, e R$8,2bi no ano passado inteiro, faça as suas previsões.

E olha que estamos enfrentando uma crise, hein? As coisas só tendem a melhorar, terreno fértil à vista!!

Dicas pra não errar em e-commerce


Março 23rd, 2009.

Tenho notado um aumento do interesse das pessoas e empresas por e-commerce. Muitas vezes, quando eu chego a uma reunião, o cliente já se decidiu pelo caminho do comércio eletrônico, mas ainda não sabe muito bem por onde começar. Me fazem perguntas sobre suporte, sobre logística, sobre a sua própria operação.. As respostas a estas perguntas eu nem deveria ter, pois a parte da Energy é desenvolver um bom site e ajudar seus clientes a mantê-los de pé. Porém, quero registrar aqui algumas dicas interessantes que tenho guardadas comigo, em função dos estudos que tenho feito sobre e-commerce.

  1. Tenha uma equipe para gerir o seu e-commerce.
    Muitas das empresas que nos procuram já tem suas lojas físicas e estão caminhando para abrir seu braço virtual. E como essas lojas já tem uma estrutura organizacional, nada mais natural do que utilizar esta mesma estrutura. É aí que mora o perigo. Primeiro, porque os funcionários da loja física tendem a não se dedicar a “um trabalho a mais” sem uma contrapartida. Portanto, vale a pena contratar alguém só pra gerenciar os pedidos online, dar andamento a eles, responder dúvidas do suporte on-line.. E eu estou falando de operações pequenas, se o e-commerce tiver um volume grande de pedidos, vai precisar de uma equipe inteira!
  2. Faça a gestão do estoque independentemente.
    Acho importante manter separado o estoque da loja, do estoque do e-commerce. Nem que seja apenas uma pequena parte, como, por exemplo, destinar 5% do estoque físico pro e-commerce. Você deve ter em mente que, uma vez vendido pelo site, você tem que entregar determinado produto. Além disso, as pessoas podem comprar no website 24×7, em momentos onde você não vai ter como controlar. Imagine uma loja de roupas, que possui 3 camisas pretas tamanho GG em seu estoque físico. 20 minutos antes da loja fechar, algum cliente entra e compra as 3. O feliz comerciante fecha a loja e vai pra casa, e ao voltar no dia seguinte, percebe que alguém comprou, pelo site, novamente as 3 camisas. Como o lojista fará pra entregar? Se os estoques estivessem sido separados, esta camisa teria se esgotado antes para o estoque da loja (ou do e-commerce) e a recompra junto ao fornecedor teria sido feita antes. Ao invés de 3 camisas + uma dor de cabeça, o lojista teria vendido 6 camisas. Um sistema de e-commerce que te avisa sobre os níveis de estoque em RSS, por exemplo, pode te ajudar a manter o controle disso.
  3. Tenha um acordo com a agência de Correios mais próxima.
    Olha, desculpa aí pessoal do Correio, mas eu ainda acho que o frete é o maior mico do e-commerce nacional. Acho um verdadeiro absurdo você comprar um produto de R$25,00 na internet e pagar R$5,00 de frete. O que a entrega tem de tão especial pra custar 1/5 do preço do produto? Bom, pra empresas que tem operações de e-commerce menos volumosas, o Correio acaba sendo a única alternativa. Tentando facilitar ao máximo a sua vida, vale a pena uma visita à agência de Correio mais próxima. Você pode fechar um contrato com eles, pra buscarem a sua mercadoria em horário pré-determinado, e, quiçá conseguir um desconto nos preços de frete.  Claro que isso vai depender da sua habilidade de negociação, do seu volume de entregas e do bom-humor do gerente. Mas, no mínimo, a recolhida agendada você consegue, o que já te facilita horrores na operação.
  4. Cuidado com o seu consumidor.
    Usuário de internet é um chato. Além de chato, é um consumidor, o que o eleva  à enésima potência. Ele vai querer ser bem tratado, paparicado, mas, sobretudo, respeitado. E ai de você se pisar na bola. Um consumidor insatisfeito tem a internet inteira a seu favor. Vai criar um blog só pra falar mal da sua empresa, vai colocar no twitter, vai usar SEO, vídeo no youtube.. Ou seja: queima o teu filme e dá um trabalhão.
    E pra tratá-lo bem e deixar a sua freguesia satisfeita, não precisa de muita coisa: basta fazer o seu serviço bem feito. O preço tá bom? O site é bem feito, permite navegação fácil, opções de pagamento? O estoque tá certo mesmo? Entregou direitinho, bem embalado, num prazo decente? Só isso já deixa teu usuário feliz. Pra fechar com chave de ouro, surpreenda seu consumidor: aproveita e manda um mimo pra ele: um voucher de desconto de 5% pra próxima compra. Pronto, ganhou o cara.
  5. Utilize uma estratégia de inteligência para sua comunicação online.
    Quando faz uma compra pela internet, você deixa dados, certo? Nome, endereço, telefone, etc. Sabendo utilizar, só isso já é o suficiente pra que a loja possa estreitar os laços com você. Porém, durante a sua interação para com o website, você deixa informações muito mais relevantes, que muitas empresas nem sabem como utilizar. Por exemplo, se a loja tiver uma estratégia de inteligência, vai saber que você acessou a loja 3 vezes nos últimos 3 dias, que visitou as páginas do sapato, do cinto, da calça, mas no final acabou comprando só a camisa. Ora, de posse dessa informação, que tal te mandar um e-mail com ofertas especiais na compra destes 3 produtos?
    Isso é informação relevante, e é isso que você tem que levar ao teu usuário. Não adianta a loja mandar um e-mail marketing genérico, com ofertas do cinto, calça e sapato para a minha filha de 10 anos, que se cadastrou no mailing por causa da bolsa cor de rosa.
    Ou seja, você precisa saber cada vez mais e mais sobre o seu consumidor. E a internet é o único meio que pode te possibilitar isso. Utilize-a com… inteligência!

Enfim, ainda há muito pra se falar em gestão de e-commerce, e eu pretendo ir postando pequenos drops com dicas ao longo do tempo. Surgiu alguma dica, dúvida, comentário? Utilize as caixas de comentários!

O interior descobriu o e-commerce


Março 2nd, 2009.

Há alguns anos tive uma reunião com o dono de uma famosa fábrica de óculos de sol. Ele havia fechado todas as suas lojas presentes nos shoppings Brasil afora devido à queda nas vendas, ocorrida depois de uma mal-sucedida avaliação no quadro “Teste do INMETRO”, do Fantástico. Embora o prejuízo ainda não justificasse voltar às lojas, ele não podia parar de vender, e seus produtos ainda tinham um certo apelo junto ao público, principalmente o público do interior.

Qual a explicação disso? Nas pequenas cidades do interior, as pessoas podem até ter possibilidades financeiras de adquirir determinados produtos, porém estes não se encontram disponíveis à venda. Para adquirí-los, precisam se deslocar até a capital ou centro mais próximo. Quem resolveu isso com facilidade? A Internet!

Pois este empresário também enxergou isso, criou uma lojinha bem simples na internet e começou a vender… Para cidades do interior de SP, GO, AM, MT.. Ou seja: ele quebrou a barreira física da distribuição de seus produtos.

Primeiro o interior aprendeu a comprar pela internet. Agora está aprendendo a vender também. Estive, no final do ano passado, com um empresário que tinha uma loja de material eletrônico de segurança em Itu. Sua loja já havia conseguido atender completamente a Itu e região. Mas ele queria mais, queria se ver livre dos limites físicos de uma loja. Montou a versão digital de seu negócio, e está se preparando pra muito trabalho, pois a versão online já deu sinais de que vai, em breve, vender muito mais do que a loja física. Ponto pra ele, não?

O único ponto negativo que o comércio eletrônico tem ainda é o frete. Entrega no Brasil é um ítem caríssimo em relação ao exterior. Não faz nenhum sentido comprar via web um produto que custa R$20,00 e pagar R$5,00 de frete. Mas parece que os Correios também estão enxergando este disparate e esperamos que eles enxerguem mesmo.

Tá preparado pra entrar no mercado eletrônico? Pois prepare-se também pra conhecer o poder de compra do interior brasileiro. Ê trem bão, sô!!

Um marco no e-commerce nacional


Fevereiro 3rd, 2009.

Há alguns posts atrás, quando falei sobre o sucesso do comércio eletrônico no ano passado, citei os grandes players do varejo tradicional começando buscar o seu filão digital, e citei a ausência das Casas Bahia.

Pois é, ausência até anteontem, porque desde ontem, dia 2 de fevereiro, o Sr. Samuel Klein entrou com o seu toque de midas para enriquecer o nosso mercado de e-commerce.  E não entrou pra brincadeira, não. O investimento das Casas Bahia neste e-commerce é da ordem de 3,7 Bilhões de reais. Uma verdadeira bagatela, não?

Ainda não descobri quem estava envolvido no sistema, mas já tem meus parabéns logo de cara. Imagino o trabalho cavalar que deve ter sido pra integrar um site com o complexo CRM das Casas Bahia. Quando você vai a uma loja, os vendedores já sabem quais os produtos que você comprou recentemente, onde deve entregar, tudo isso. Agora imagina levar essa inteligência toda pra web.. wow!

Além da feature que parece simples, mas você pode comprar pelo site e retirar o produto em qualquer loja. Só isso já faz com que o site tenha estoque integrado em tempo real com todo o sistema deles.

Ouvi algumas opiniões negativas a respeito da falta de inovações no site em si. Discordo plenamente. O site, na minha opinião, reflete fielmente a imagem das lojas, da publicidade, etc. Além disso, um site assim não pode ser um oásis tecnológico, principalmente pelo público a que ele deve atender.

É, não custou esse dinheirão à toa. E o Sr. Samuel Klein não é conhecido necessariamente por se permitir perder dinheiro, não?

Pro nosso mercado, é um marco. Representa credibilidade nos meios de pagamento, consolida o crescimento que o setor têm apresentado, e traz o público B-C para o mundo das compras online.

Todo mundo ganha. Inclusive o Sr. Samuel Klein.

Vai lá, vale o clique: www.casasbahia.com.br

Obama e a internet


Janeiro 26th, 2009.

Desde o início da campanha, foi visível o show que o Obama deu em termos de internet, sabendo utilizar-se muito bem da abrangência e possibilidades da internet como meio.

Acho muito bacana um político ter uma visão tão clara da Internet, coisa bastante difícil de se ver. Geralmente, eles têm medo do monstro que pode sair de dentro da tela e ficam, principalmente aqui no Brasil, inventando leis inóquas e proibições absurdas. Neste blog mesmo acompanhamos algumas delas. Só a proibição do Youtube por conta da Cicarelli já foi um caso esdrúxulo.

E o Obama não. Ele não apenas utilizou Youtube, MySpace, Orkut e outras ferramentas com maestria na sua campanha, mas como também parece dar continuidade a isso. Sua posse foi a maior transmissão em streaming ao vivo da história da Internet, com mais de 22 milhões de views só na CNN.com. O recorde até então era de 5.3 milhões de views.

E com essa visão inteligente, ele se tornou o primeiro presidente americano a ter um blog que represente oficialmente a Casa Branca. O endereço é http://www.whitehouse.gov/blog

Não seria bom se tivéssemos algo parecido por aqui? Um canal de comunicação que não precisasse passar pela mídia tradicional? Ah, mas estamos no Brasil, né…

Aliás, justiça seja feita: temos sim, no Brasil, gente que sabe bem usar a Internet em benefício do povo. Estou falando da Soninha, que sempre teve seu trabalho e sua visão escancarados pra quem quisesse ver através de seu excelente Blog. Atualmente ela não é mais vereadora, mas sim a sub-prefeita da Lapa. Com isso, o trabalho dela já não impacta diretamente no meu dia-a-dia, pois não moro nem trabalho na Lapa. Mas afeta a cidade como um todo, e vale a pena acompanhar. O endereço é gabinetesoninha.blogspot.com.

A força do comércio eletrônico


Janeiro 9th, 2009.

A e-bit divulgou, recentemente, uma prévia do faturamento nominal das empresas de e-commerce no Brasil no ano de 2008. O relatório ainda é parcial, mas os números impressionam até o mais cético dos céticos.

Com crise e tudo, as vendas pela internet no Brasil aumentaram 30% em relação ao ano de 2007, chegando a  impressionantes R$8,2 bilhões. A isto se deve o aumento da credibilidade, a maturidade técnica alcançada pelos websites que realizam vendas online, a segurança dos meios de pagamento, a consolidação de grandes players do mercado tradicional como Americanas.com e, principalmente, a entrada de alguns outros, como o Magazine Luiza e Extra, por exemplo. Quem ainda reluta em entrar na web, como as Casas Bahia, por exemplo, devem se render em breve.

Segundo o e-bit, o ticket médio ficou em R$328,00. Este índice é uma média de todas as compras relizadas no país no período. Pessoalmente, acho R$328,00 um ticket extremamente positivo. Tem muita loja física por aí que adoraria chegar a um ticket desses.

Um empecilho que ainda nos pega os calcanhares, acredito, é o preço do frete. Embora nossos Correios estejam cada vez mais atentos ao comércio eletrônico e os prazos de entrega são bastante satisfatórios, acho o preço ainda salgado para o bolso do consumidor. Compras mais baratas, por exemplo, podem acabar inviabilizadas por conta do custo do frete. Não faz sentido comprar um livro de R$20,00, por exemplo, se o custo de Sedex chegar a R$5,00, por exemplo. Com isso, as empresas de e-commerce sempre acabam tendo um “plano B” com alguma transportadora, o que aumenta o custo ou, no mínimo, a dor de cabeça da empresa. Mas acredito na competência dos Correios e torço para que este custo diminua com o tempo.

As estimativas da e-bit para e-commerce em 2009 falam de um aumento de 25% em relação a 2008, que, embora signifique perda em relação aos 30% do ano passado, são bastante animadores. Com isso, o faturamento deve passar dos R$10 bilhões, o que vai fazer muito comerciante eletrônico estourar champanhes no final do ano.

E aí, quem quer mordiscar uma fatia desse bolo?

2009 com a corda toda!


Janeiro 9th, 2009.

A paradinha do final do ano foi ótima, pudemos descansar razoavelmente, e agora é bola pra frente que atrás vem gente. Desde segunda-feira, dia 5, estamos de volta ao batente aqui na empresa.

Neste ano de 2009, nossos olhos se voltam para o comércio eletrônico. Tenho sentido um grande aumento da demanda de e-commerce. O mercado evoluiu, as pessoas aprenderam a comprar pela internet e já se sentem confortáveis com isso, existem ferramentas nacionais e estrangeiras bastante maduras, os meios de pagamento são seguros e cada vez mais simples no que diz respeito à integração com as lojas virtuais..

Enfim, acredito que este seja o ano mais forte de todos para o mercado de e-commerce.  E nós queremos utilizar a experiência que adquirimos com o e-commerce que desenvolvemos para a Intel para evoluir junto a este mercado.

Além disso, temos uma agradável novidade reservada para os próximos meses: um projeto de e-commerce próprio. Mas prefiro aguardar alguns dias para maiores detalhes sobre isso.

Bem-vindos a 2009!! Que este seja um ano repleto de sucesso e realizações!

E o Mixwit morreu…


Dezembro 18th, 2008.
Lembra daquele player bacaninha que parecia uma fitinha cassete, o Miixwit? Se  não lembra, lê esse post aqui. Então, hoje recebi um melancólico e-mail do staff deles. Parece que a crise financeira, emocional ou afetiva bateu com força na janela deles, fazendo com que abandonem o barco. Devem baixar as portas e se lançar ao mar no dia 27 de dezembro deste ano.
Fiquei bastante chateado por duas razões: Uma, porque achava o serviço o maior barato, uma alternativa bacaníssima aos players feiosos com cara de microsystem que vemos por aí. Outra, porque eu coloquei TODA  a playlist do site do Lixo Extraordinário nela, e vou ter que trocar até o dia 27 deste mês, antes que o Batone venha me perguntar porque as músicas do site não estão lá :-)
Abaixo, o e-mail que recebi.

“We regret to announce that Mixwit will cease to exist at the end of theyear.The website and profiles will be turned off around Dec 27th andall embedded widgets will stop playing before the end of December.We’ve put a year of work into Mixwit so this choice wasn’t taken lightly. Iwon’t go into the details of our situation but state simply that weboldly marched into in a position best described as “between a rock and ahard place.” We’re very grateful to be have been part of the mixtaperevival of ‘08 and are satisfied to be able to to bow out while thingsare still good.You guys are all amazing. It’s clear that all of you put a ton of time andeffort into your mixes. For me personally, I was looking forward to all ofthe designs people created for their tapes. There was a lot of basic tapesand many lovely photos, but the designs and artwork - WOW!We’re very sorry that this has to end. We’re going to try to figure outsome way to archive the artwork and playlists, if for nothing at leasthistoric value. As for now, everything needs to be shut down by the endof the year just to make sure we’ve got a clean start for 2009.We’ll return early next year with a new company and new toys. Untilthen, enjoy the holidays and please take good care of yourselves,your families, and your friends =)- Radley & Mike”    

Que descanse em paz.

 

E que venha 2009!


Dezembro 15th, 2008.

2008 está chegando ao fim. Deixa saudades e a sensação de dever cumprido, e será devidamente substituído por 2009, um ano novinho em folha, preparado com muito carinho e grande expectativa. Assim como todos, vamos nos preparando pra encostar a armadura e relaxar o esqueleto durante alguns dias. Afinal, todo mundo precisa recarregar as baterias de vez em quando, não?O descanso acontecerá, mais precisamente, a partir desta sexta-feira, dia 19 de dezembro. E voltaremos ao batente na segunda-feira, dia 5 de janeiro.Aos clientes, amigos, parceiros, fornecedores e leitores deste blog, fica nosso desejo de boas festas e um 2009 incrível, cheio de energia e realizações! 

Férias 

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Vamos dar uma espiadinha?

O Grande Irmão, ou Big Brother, como queiram, é muito mais antigo do que Cléber Bambam, Alemão, vó Naiá e as poesias nonsense do Pedro Bial. O Grande Irmão foi um personagem fictício do romance “1984″, de George Orwell. O programa ganhou esse nome devido ao próprio romance, onde o Grande Irmão representava o olho vivo do Estado, que tudo via e podia monitorar as ações e os caminhos de cada um dos cidadãos, e assim direcioná-los de acordo com a sua vontade.

Tá, mas o que isso tem a ver com Internet? Te respondo: Analytics, baby.

Já ouviu falar em analytics? Então ouça: quando você visita um site, um blog, faz uma compra numa loja virtual, acessa o orkut, seja lá o que estiver fazendo pela internet, tem sempre alguém seguindo o seu rastro. Não, não se assuste, eu não estou falando daqueles rastros que permitem a alguém invadir o seu computador, roubar a sua senha, a sua privacidade e o seu pão com mortadela, ou até mexer no seu queijo. Você deixa rastros sobre o seu caminho dentro de um site, e esses rastros podem ser usados pelo administrador do mesmo para entender os seus passos enquanto estava lá, e com isso procurar aprimorar o seu conteúdo, oferecendo cada vez mais informação relevante. Servir bem para servir sempre, já diria o saco de pão.

Eu já contei, em outros posts, como funcionam os reports de campanhas por e-mail, não? Só recapitulando: quando você recebe um e-mail marketing e clica nele, o administrador da campanha, desde que utilize as ferramentas corretas, vai saber que hora você leu o e-mail, quantas vezes leu, em que links e quantas vezes clicou e até se encaminhou o e-mail. E se você não recebeu o e-mail, ele também sabe, e sabe até o por que (caixa postal cheia, e-mail inexistente, etc).

Com os sites é parecido. Analytics é o conjunto de técnicas e ferramentas que permite a um administrador de um site saber quais as páginas mais visitadas do seu site, de onde vieram os seus visitantes e que palavras-chave utilizaram nos mecanismos de busca pra chegar até o seu site.

Recentemente, criei um blog pessoal, que não tem nada a ver com este aqui e não tem nada a ver com o meu trabalho, e como este novo blog fala de assuntos populares, decidi utilizar ao limite as técnicas de SEO (Search Engine Optimization), integradas com conhecimento em Analytics.

Estou falando do Deitando o Gato na Grelha, um blog que fala de receitas de churrasco de uma maneira descontraída e bastante descompromissada (bastante até demais). Churrasco é um assunto popular, bastante requisitado no Google, e é um assunto que eu conheço bem pra falar. Mandei brasa (literalmente) e comecei a ver os acessos crescendo sem fazer nenhuma divulgação, apenas interpretando os reports de analytics, e procurando formas do meu blog aparecer cada vez melhor no Google. Lembrando que estas técnicas podem ser utilizadas pra qualquer site.

Utilizando analytics, descobri coisas divertidíssimas. A primeira delas é sobre uma famosa apresentadora de televisão, que acabou virando personagem involuntária do blog. Esta senhora é famosa por preparar pratos bacanas e chiquérrimos na TV, e como nosso blog trata de um assunto mais rústico, o churrasco, os pratos decorados e bonitinhos dela acabam virando piada pronta. Faz parte da linha editorial do blog, sabe? O divertido aí é que o trabalho de SEO feito no blog é melhor do que o feito no site dela, então numa busca no Google, dependendo do assunto, meu blog aparece na frente. Um exemplo bacana é o da abobrinha. Muitas vezes, o pessoal busca no Google “receita abobrinha churraco apresentadora famosa” (troque o apresentadora famosa pelo nome de sua preferência) e acaba caindo no meu blog. Essas pessoas navegam em várias páginas do blog, e isso faz com que meu blog ganhe ainda mais relevância no Google.

Pois é, SEO é assim. Muitos clientes me dizem “Daniel, quero que minha empresa apareça na primeira página do Google”. Isso não é pago, não existe um milagre pra aparecer na primeira página. Essa posição você conquista, convence o Google de que merece estar lá. Precisa mostrar ao Google claramente sobre o que trata o seu site, e convencê-lo de que tem relevância neste assunto. O código-fonte do seu site precisa ter uma estrutura inteligente pra ajudar os mecanismos de busca a entendê-lo, seu conteúdo precisa ser cuidadosamente escrito para tal, enfim. Tem todo um trabalho, árduo, por sinal, pra se conquistar degraus no Google. Voltemos ao analytics.

Descobri, com a minha experiência, que o nome “Deitando o Gato na Grelha” acabou sendo uma acertada na mosca, mesmo sem querer. Nunca tinha pensado que em alguns lugares do Brasil, espetinho de carne se chama “espetinho de gato”. E notava, vendo os resultados de analytics, que muita gente procurava por esse termo. Será que a galera Brasil afora assa os bichanos mesmo? Qual nada, um amigo carioca me contou que lá no Rio é comum falar em espetinho de gato.

Descobri também que a receita da picanha e da corvina são as campeãs de audiência do site, e comecei a explorar melhor esses assuntos.

Com analytics, eu consigo saber quais as páginas mais acessadas, quais termos as pessoas procuram no Google pra chegar até meu site, quanto tempo passam no site, quantas páginas lêem, de onde vem (geograficamente falando) estas pessoas, enfim. Um mundo de informações que só servem para que você possa entender melhor o que o seu visitante quer, e apresentá-lo o que ele quer ver. Afinal, o consumidor digital gosta de dar as regras. E quanto mais você entender isto, melhor será para ambos.

Portanto, navegue sem dó. Saiba que sempre vai ter alguém vigiando os seus passos, e isso é bom. A qualquer momento, podem te estender um tapete vermelho.

Dica: Acesse analytics.google.com e leia os manuais, faça seu cadastro, faça e aconteça. Apesar de ser uma ferramenta complexa, o Google Analytics é bastante auto-explicativo. e grátis!

Como diria o Bial: vamos dar uma espiadinha?

R$2 bi no primeiro trimestre

Wow! Mil vezes Wow!

O comércio eletrônico faturou, apenas no primeiro trimestre deste ano, dois virgula três bilhões de reais em vendas online. São números muito expressivos, ainda mais em se pensando no período de crise que vivemos.

A última pesquisa do e-bit, o órgão que mensura de pertinho os números do e-comércio nacional nos dá uma luz de otimismo. As otimistas expectativas deste que voz escreve parecem estar se cumprindo: tanto consumidor quando o próprio comerciante estão conseguindo enxergar no e-commerce uma alternativa viável à crise.

Para o consumidor, preços muitas vezes mais baratos, facilidades de pagamento, de entrega, e todas as  facilidades do e-commerce. E para o comerciante, uma operação mais barata e segura do que uma loja física. Além da maior de todas as possibilidades: a quebra da barreira regional às vendas. Ou seja: qualquer lojinha de bairro, por mais conceituada e bacaninha que fosse, estaria destinada a ser a lojinha do bairro. A menos que começasse a abrir filiais mundo afora, o que, convenhamos, não é pra qualquer lojinha de bairro. Agora, apostando suas fichas numa loja virtual, não há limites físicos mais. Em Patópolis, Patagônia ou na Terra do Nunca, se o Correio chega, tem comércio eletrônico.

Uma informação animadora do relatório é a constatação de que os grandes players estão começando a perder mercado para as pequenas lojas. Mais força para o consumidor, uma vez que a concorrência entre os diferentes players lhe é bastante benéfica. Além de trazer aconchegantes expectativas a quem está pensando em galgar seus primeiros degraus em e-commerce.

Os números são, ainda, bastante compatíveis com o que aconteceu, proporcionalmente falando, no ano passado. Se vendemos R$2,3bi nesses primeiro 3 meses, e R$8,2bi no ano passado inteiro, faça as suas previsões.

E olha que estamos enfrentando uma crise, hein? As coisas só tendem a melhorar, terreno fértil à vista!!

Dicas pra não errar em e-commerce

Tenho notado um aumento do interesse das pessoas e empresas por e-commerce. Muitas vezes, quando eu chego a uma reunião, o cliente já se decidiu pelo caminho do comércio eletrônico, mas ainda não sabe muito bem por onde começar. Me fazem perguntas sobre suporte, sobre logística, sobre a sua própria operação.. As respostas a estas perguntas eu nem deveria ter, pois a parte da Energy é desenvolver um bom site e ajudar seus clientes a mantê-los de pé. Porém, quero registrar aqui algumas dicas interessantes que tenho guardadas comigo, em função dos estudos que tenho feito sobre e-commerce.

  1. Tenha uma equipe para gerir o seu e-commerce.
    Muitas das empresas que nos procuram já tem suas lojas físicas e estão caminhando para abrir seu braço virtual. E como essas lojas já tem uma estrutura organizacional, nada mais natural do que utilizar esta mesma estrutura. É aí que mora o perigo. Primeiro, porque os funcionários da loja física tendem a não se dedicar a “um trabalho a mais” sem uma contrapartida. Portanto, vale a pena contratar alguém só pra gerenciar os pedidos online, dar andamento a eles, responder dúvidas do suporte on-line.. E eu estou falando de operações pequenas, se o e-commerce tiver um volume grande de pedidos, vai precisar de uma equipe inteira!
  2. Faça a gestão do estoque independentemente.
    Acho importante manter separado o estoque da loja, do estoque do e-commerce. Nem que seja apenas uma pequena parte, como, por exemplo, destinar 5% do estoque físico pro e-commerce. Você deve ter em mente que, uma vez vendido pelo site, você tem que entregar determinado produto. Além disso, as pessoas podem comprar no website 24×7, em momentos onde você não vai ter como controlar. Imagine uma loja de roupas, que possui 3 camisas pretas tamanho GG em seu estoque físico. 20 minutos antes da loja fechar, algum cliente entra e compra as 3. O feliz comerciante fecha a loja e vai pra casa, e ao voltar no dia seguinte, percebe que alguém comprou, pelo site, novamente as 3 camisas. Como o lojista fará pra entregar? Se os estoques estivessem sido separados, esta camisa teria se esgotado antes para o estoque da loja (ou do e-commerce) e a recompra junto ao fornecedor teria sido feita antes. Ao invés de 3 camisas + uma dor de cabeça, o lojista teria vendido 6 camisas. Um sistema de e-commerce que te avisa sobre os níveis de estoque em RSS, por exemplo, pode te ajudar a manter o controle disso.
  3. Tenha um acordo com a agência de Correios mais próxima.
    Olha, desculpa aí pessoal do Correio, mas eu ainda acho que o frete é o maior mico do e-commerce nacional. Acho um verdadeiro absurdo você comprar um produto de R$25,00 na internet e pagar R$5,00 de frete. O que a entrega tem de tão especial pra custar 1/5 do preço do produto? Bom, pra empresas que tem operações de e-commerce menos volumosas, o Correio acaba sendo a única alternativa. Tentando facilitar ao máximo a sua vida, vale a pena uma visita à agência de Correio mais próxima. Você pode fechar um contrato com eles, pra buscarem a sua mercadoria em horário pré-determinado, e, quiçá conseguir um desconto nos preços de frete.  Claro que isso vai depender da sua habilidade de negociação, do seu volume de entregas e do bom-humor do gerente. Mas, no mínimo, a recolhida agendada você consegue, o que já te facilita horrores na operação.
  4. Cuidado com o seu consumidor.
    Usuário de internet é um chato. Além de chato, é um consumidor, o que o eleva  à enésima potência. Ele vai querer ser bem tratado, paparicado, mas, sobretudo, respeitado. E ai de você se pisar na bola. Um consumidor insatisfeito tem a internet inteira a seu favor. Vai criar um blog só pra falar mal da sua empresa, vai colocar no twitter, vai usar SEO, vídeo no youtube.. Ou seja: queima o teu filme e dá um trabalhão.
    E pra tratá-lo bem e deixar a sua freguesia satisfeita, não precisa de muita coisa: basta fazer o seu serviço bem feito. O preço tá bom? O site é bem feito, permite navegação fácil, opções de pagamento? O estoque tá certo mesmo? Entregou direitinho, bem embalado, num prazo decente? Só isso já deixa teu usuário feliz. Pra fechar com chave de ouro, surpreenda seu consumidor: aproveita e manda um mimo pra ele: um voucher de desconto de 5% pra próxima compra. Pronto, ganhou o cara.
  5. Utilize uma estratégia de inteligência para sua comunicação online.
    Quando faz uma compra pela internet, você deixa dados, certo? Nome, endereço, telefone, etc. Sabendo utilizar, só isso já é o suficiente pra que a loja possa estreitar os laços com você. Porém, durante a sua interação para com o website, você deixa informações muito mais relevantes, que muitas empresas nem sabem como utilizar. Por exemplo, se a loja tiver uma estratégia de inteligência, vai saber que você acessou a loja 3 vezes nos últimos 3 dias, que visitou as páginas do sapato, do cinto, da calça, mas no final acabou comprando só a camisa. Ora, de posse dessa informação, que tal te mandar um e-mail com ofertas especiais na compra destes 3 produtos?
    Isso é informação relevante, e é isso que você tem que levar ao teu usuário. Não adianta a loja mandar um e-mail marketing genérico, com ofertas do cinto, calça e sapato para a minha filha de 10 anos, que se cadastrou no mailing por causa da bolsa cor de rosa.
    Ou seja, você precisa saber cada vez mais e mais sobre o seu consumidor. E a internet é o único meio que pode te possibilitar isso. Utilize-a com… inteligência!

Enfim, ainda há muito pra se falar em gestão de e-commerce, e eu pretendo ir postando pequenos drops com dicas ao longo do tempo. Surgiu alguma dica, dúvida, comentário? Utilize as caixas de comentários!

O interior descobriu o e-commerce

Há alguns anos tive uma reunião com o dono de uma famosa fábrica de óculos de sol. Ele havia fechado todas as suas lojas presentes nos shoppings Brasil afora devido à queda nas vendas, ocorrida depois de uma mal-sucedida avaliação no quadro “Teste do INMETRO”, do Fantástico. Embora o prejuízo ainda não justificasse voltar às lojas, ele não podia parar de vender, e seus produtos ainda tinham um certo apelo junto ao público, principalmente o público do interior.

Qual a explicação disso? Nas pequenas cidades do interior, as pessoas podem até ter possibilidades financeiras de adquirir determinados produtos, porém estes não se encontram disponíveis à venda. Para adquirí-los, precisam se deslocar até a capital ou centro mais próximo. Quem resolveu isso com facilidade? A Internet!

Pois este empresário também enxergou isso, criou uma lojinha bem simples na internet e começou a vender… Para cidades do interior de SP, GO, AM, MT.. Ou seja: ele quebrou a barreira física da distribuição de seus produtos.

Primeiro o interior aprendeu a comprar pela internet. Agora está aprendendo a vender também. Estive, no final do ano passado, com um empresário que tinha uma loja de material eletrônico de segurança em Itu. Sua loja já havia conseguido atender completamente a Itu e região. Mas ele queria mais, queria se ver livre dos limites físicos de uma loja. Montou a versão digital de seu negócio, e está se preparando pra muito trabalho, pois a versão online já deu sinais de que vai, em breve, vender muito mais do que a loja física. Ponto pra ele, não?

O único ponto negativo que o comércio eletrônico tem ainda é o frete. Entrega no Brasil é um ítem caríssimo em relação ao exterior. Não faz nenhum sentido comprar via web um produto que custa R$20,00 e pagar R$5,00 de frete. Mas parece que os Correios também estão enxergando este disparate e esperamos que eles enxerguem mesmo.

Tá preparado pra entrar no mercado eletrônico? Pois prepare-se também pra conhecer o poder de compra do interior brasileiro. Ê trem bão, sô!!

Um marco no e-commerce nacional

Há alguns posts atrás, quando falei sobre o sucesso do comércio eletrônico no ano passado, citei os grandes players do varejo tradicional começando buscar o seu filão digital, e citei a ausência das Casas Bahia.

Pois é, ausência até anteontem, porque desde ontem, dia 2 de fevereiro, o Sr. Samuel Klein entrou com o seu toque de midas para enriquecer o nosso mercado de e-commerce.  E não entrou pra brincadeira, não. O investimento das Casas Bahia neste e-commerce é da ordem de 3,7 Bilhões de reais. Uma verdadeira bagatela, não?

Ainda não descobri quem estava envolvido no sistema, mas já tem meus parabéns logo de cara. Imagino o trabalho cavalar que deve ter sido pra integrar um site com o complexo CRM das Casas Bahia. Quando você vai a uma loja, os vendedores já sabem quais os produtos que você comprou recentemente, onde deve entregar, tudo isso. Agora imagina levar essa inteligência toda pra web.. wow!

Além da feature que parece simples, mas você pode comprar pelo site e retirar o produto em qualquer loja. Só isso já faz com que o site tenha estoque integrado em tempo real com todo o sistema deles.

Ouvi algumas opiniões negativas a respeito da falta de inovações no site em si. Discordo plenamente. O site, na minha opinião, reflete fielmente a imagem das lojas, da publicidade, etc. Além disso, um site assim não pode ser um oásis tecnológico, principalmente pelo público a que ele deve atender.

É, não custou esse dinheirão à toa. E o Sr. Samuel Klein não é conhecido necessariamente por se permitir perder dinheiro, não?

Pro nosso mercado, é um marco. Representa credibilidade nos meios de pagamento, consolida o crescimento que o setor têm apresentado, e traz o público B-C para o mundo das compras online.

Todo mundo ganha. Inclusive o Sr. Samuel Klein.

Vai lá, vale o clique: www.casasbahia.com.br

Obama e a internet

Desde o início da campanha, foi visível o show que o Obama deu em termos de internet, sabendo utilizar-se muito bem da abrangência e possibilidades da internet como meio.

Acho muito bacana um político ter uma visão tão clara da Internet, coisa bastante difícil de se ver. Geralmente, eles têm medo do monstro que pode sair de dentro da tela e ficam, principalmente aqui no Brasil, inventando leis inóquas e proibições absurdas. Neste blog mesmo acompanhamos algumas delas. Só a proibição do Youtube por conta da Cicarelli já foi um caso esdrúxulo.

E o Obama não. Ele não apenas utilizou Youtube, MySpace, Orkut e outras ferramentas com maestria na sua campanha, mas como também parece dar continuidade a isso. Sua posse foi a maior transmissão em streaming ao vivo da história da Internet, com mais de 22 milhões de views só na CNN.com. O recorde até então era de 5.3 milhões de views.

E com essa visão inteligente, ele se tornou o primeiro presidente americano a ter um blog que represente oficialmente a Casa Branca. O endereço é http://www.whitehouse.gov/blog

Não seria bom se tivéssemos algo parecido por aqui? Um canal de comunicação que não precisasse passar pela mídia tradicional? Ah, mas estamos no Brasil, né…

Aliás, justiça seja feita: temos sim, no Brasil, gente que sabe bem usar a Internet em benefício do povo. Estou falando da Soninha, que sempre teve seu trabalho e sua visão escancarados pra quem quisesse ver através de seu excelente Blog. Atualmente ela não é mais vereadora, mas sim a sub-prefeita da Lapa. Com isso, o trabalho dela já não impacta diretamente no meu dia-a-dia, pois não moro nem trabalho na Lapa. Mas afeta a cidade como um todo, e vale a pena acompanhar. O endereço é gabinetesoninha.blogspot.com.

A força do comércio eletrônico

A e-bit divulgou, recentemente, uma prévia do faturamento nominal das empresas de e-commerce no Brasil no ano de 2008. O relatório ainda é parcial, mas os números impressionam até o mais cético dos céticos.

Com crise e tudo, as vendas pela internet no Brasil aumentaram 30% em relação ao ano de 2007, chegando a  impressionantes R$8,2 bilhões. A isto se deve o aumento da credibilidade, a maturidade técnica alcançada pelos websites que realizam vendas online, a segurança dos meios de pagamento, a consolidação de grandes players do mercado tradicional como Americanas.com e, principalmente, a entrada de alguns outros, como o Magazine Luiza e Extra, por exemplo. Quem ainda reluta em entrar na web, como as Casas Bahia, por exemplo, devem se render em breve.

Segundo o e-bit, o ticket médio ficou em R$328,00. Este índice é uma média de todas as compras relizadas no país no período. Pessoalmente, acho R$328,00 um ticket extremamente positivo. Tem muita loja física por aí que adoraria chegar a um ticket desses.

Um empecilho que ainda nos pega os calcanhares, acredito, é o preço do frete. Embora nossos Correios estejam cada vez mais atentos ao comércio eletrônico e os prazos de entrega são bastante satisfatórios, acho o preço ainda salgado para o bolso do consumidor. Compras mais baratas, por exemplo, podem acabar inviabilizadas por conta do custo do frete. Não faz sentido comprar um livro de R$20,00, por exemplo, se o custo de Sedex chegar a R$5,00, por exemplo. Com isso, as empresas de e-commerce sempre acabam tendo um “plano B” com alguma transportadora, o que aumenta o custo ou, no mínimo, a dor de cabeça da empresa. Mas acredito na competência dos Correios e torço para que este custo diminua com o tempo.

As estimativas da e-bit para e-commerce em 2009 falam de um aumento de 25% em relação a 2008, que, embora signifique perda em relação aos 30% do ano passado, são bastante animadores. Com isso, o faturamento deve passar dos R$10 bilhões, o que vai fazer muito comerciante eletrônico estourar champanhes no final do ano.

E aí, quem quer mordiscar uma fatia desse bolo?

2009 com a corda toda!

A paradinha do final do ano foi ótima, pudemos descansar razoavelmente, e agora é bola pra frente que atrás vem gente. Desde segunda-feira, dia 5, estamos de volta ao batente aqui na empresa.

Neste ano de 2009, nossos olhos se voltam para o comércio eletrônico. Tenho sentido um grande aumento da demanda de e-commerce. O mercado evoluiu, as pessoas aprenderam a comprar pela internet e já se sentem confortáveis com isso, existem ferramentas nacionais e estrangeiras bastante maduras, os meios de pagamento são seguros e cada vez mais simples no que diz respeito à integração com as lojas virtuais..

Enfim, acredito que este seja o ano mais forte de todos para o mercado de e-commerce.  E nós queremos utilizar a experiência que adquirimos com o e-commerce que desenvolvemos para a Intel para evoluir junto a este mercado.

Além disso, temos uma agradável novidade reservada para os próximos meses: um projeto de e-commerce próprio. Mas prefiro aguardar alguns dias para maiores detalhes sobre isso.

Bem-vindos a 2009!! Que este seja um ano repleto de sucesso e realizações!

E o Mixwit morreu…

Lembra daquele player bacaninha que parecia uma fitinha cassete, o Miixwit? Se  não lembra, lê esse post aqui. Então, hoje recebi um melancólico e-mail do staff deles. Parece que a crise financeira, emocional ou afetiva bateu com força na janela deles, fazendo com que abandonem o barco. Devem baixar as portas e se lançar ao mar no dia 27 de dezembro deste ano.
Fiquei bastante chateado por duas razões: Uma, porque achava o serviço o maior barato, uma alternativa bacaníssima aos players feiosos com cara de microsystem que vemos por aí. Outra, porque eu coloquei TODA  a playlist do site do Lixo Extraordinário nela, e vou ter que trocar até o dia 27 deste mês, antes que o Batone venha me perguntar porque as músicas do site não estão lá :-)
Abaixo, o e-mail que recebi.

“We regret to announce that Mixwit will cease to exist at the end of theyear.The website and profiles will be turned off around Dec 27th andall embedded widgets will stop playing before the end of December.We’ve put a year of work into Mixwit so this choice wasn’t taken lightly. Iwon’t go into the details of our situation but state simply that weboldly marched into in a position best described as “between a rock and ahard place.” We’re very grateful to be have been part of the mixtaperevival of ‘08 and are satisfied to be able to to bow out while thingsare still good.You guys are all amazing. It’s clear that all of you put a ton of time andeffort into your mixes. For me personally, I was looking forward to all ofthe designs people created for their tapes. There was a lot of basic tapesand many lovely photos, but the designs and artwork - WOW!We’re very sorry that this has to end. We’re going to try to figure outsome way to archive the artwork and playlists, if for nothing at leasthistoric value. As for now, everything needs to be shut down by the endof the year just to make sure we’ve got a clean start for 2009.We’ll return early next year with a new company and new toys. Untilthen, enjoy the holidays and please take good care of yourselves,your families, and your friends =)- Radley & Mike”    

Que descanse em paz.

 

E que venha 2009!

2008 está chegando ao fim. Deixa saudades e a sensação de dever cumprido, e será devidamente substituído por 2009, um ano novinho em folha, preparado com muito carinho e grande expectativa. Assim como todos, vamos nos preparando pra encostar a armadura e relaxar o esqueleto durante alguns dias. Afinal, todo mundo precisa recarregar as baterias de vez em quando, não?O descanso acontecerá, mais precisamente, a partir desta sexta-feira, dia 19 de dezembro. E voltaremos ao batente na segunda-feira, dia 5 de janeiro.Aos clientes, amigos, parceiros, fornecedores e leitores deste blog, fica nosso desejo de boas festas e um 2009 incrível, cheio de energia e realizações! 

Férias