Aqui na Energy, o nosso negócio é desenvolver lojas virtuais, personalizadas de acordo com a necessidade de cada cliente, baseadas numa ferramenta de e-commerce open source chamada Magento. Acreditamos que, desta maneira, podemos tirar proveito da economia feita com os custos de licença, e utilizar todo o nosso conhecimento para entregar lojas funcionais, altamente customizadas, a um preço razoável para o nosso cliente.
Há outros modelos no mercado, e vão desde o desenvolvimento total de sistema de e-commerce (caro, válido apenas para projetos ambiciosos), passando pelos detentores de -bons, diga-se de passagem- sistemas próprios, e chegando à ponta extrema dessa corda, que são as lojas virtuais gratuitas (ou quase gratuitas).
Já me aconteceu mais de uma vez, de o cliente ter dúvidas em relação a estes modelos, e sentir dificuldade de entender porque algumas opções custam tão caro, se temos lojas que custam um pouquinho por mês, ou até gratuitas no mercado.
Minha resposta, que precisa sempre ser ponderada, é bastante clara: Todas as opções são válidas, e a tomada dessa decisão vai depender do seu objetivo, do seu investimento e do seu planejamento. Neste post, pretendo falar mais especificamente da loja mais simples, a gratuita, com suas vantagens e desvantagens. Entenda como loja gratuita, aquela que o seu parceiro de hospedagem te dá de graça, utilizando um botão de instalação no painel de controle, ou aquela que te cobra um fee mensal que, geralmente, fica por volta de R$100,00.
O primeiro se ter em mente, é que a loja gratuita é sim uma boa opção, e não pode ser descartada. Seria bastante injusto dizer “compre a nossa, a loja gratuita é um lixo”. Não, não é nada disso, ela é boa. Para alguns tipos de e-commerce.
Costumo dizer que a loja gratuita é uma boa opção para quem está começando, sem grandes planos e sem orçamento. Basicamente aquele tipo de cliente que está entrando no e-commerce pra “ver no que vai dar”. Num caso assim, principalmente quando existem restrições orçamentárias, acho justo que o cliente prefira gastar todo o seu recurso em estoque, e não em ferramenta. Afinal, isso faz parte do planejamento dele.
Mas, afinal, qual a verdadeira diferença entre uma loja gratuita e um sistema próprio?
Antes de mais nada: porque é tão barato?
A resposta é simples: essas empresas possuem algum sistema de loja virtual (às vezes próprio, ou mesmo um magento compartilhado, enfim) que tem como característica se desdobrar em inúmeras lojas diferentes e independentes, rodando sob o mesmo cerne, ou seja: a loja em si, é uma só, mas a camada de apresentação se divide em inúmeras lojas menores. Com isso, a empresa responsável pela administração precisa contar com uma hospedagem de qualidade, e se preocupar em manter apenas um único sistema de lojas virtuais rodando de maneira estável. Isso diminui demais os custos, e por isso é tão barato. Não há nada de ilícito, nem de desonesto. É apenas um modelo de negócios viável.
Escalabilidade
Aqui começamos a esbarrar na questão da estratégia. A maioria destas lojas gratuitas limita a quantidade de produtos por loja, ou banda, ou espaço em disco, ou page views, enfim. Como estas empresas trabalham com sistemas compartilhados, é necessário manter controle sobre a estabilidade do servidor. É muito mais fácil gerenciar um sistema onde sabe-se que rodam 100 lojas, limitadas a 100 produtos cada, do que gerenciar um sistema onde existem 10 lojas, e não se sabe o tamanho delas. Portanto, se você pretende divulgar massivamente, ou ter um grid de produtos maior, pode ser que este modelo não seja o mais adequado para a sua loja.
Personalização do design
Mais uma vez, estamos falando de um sistema único, gerenciando diversas lojas. O administrador do sistema não vai poder lhe permitir certos privilégios dentro do cerne da ferramenta. Ele lhe dará algumas opções de layout em forma de templates e cores, apresentação de produtos e afins, e você deverá escolher, dentre os apresentados, aquele que mais se encaixa com o seu objetivo. Trata-se de um sistema muito simples, e você consegue colocar uma loja de pé em alguns cliques. A desvantagem é que, além da sua, fatalmente existirão muitas lojas com o mesmo visual, as mesmas cores… e outro logotipo, o único diferencial.
Flexibilidade
Mesmo trabalhando com uma ferramenta completa como o Magento, eu costumo complementá-la com plugins, add-ons, outras ferramentas (como no caso dos e-mails marketing, em que integro o Magento a outras ferramentas mais poderosas), enfim, o que é impossível nas lojas compartilhadas. Dando um exemplo prático: você quer fazer um hotsite especial para o dias dos pais com um simples concurso cultural, integrá-lo à sua base de dados, e conceder um ticket de desconto para os participantes. Num sistema compartilhado, isso não será possível. Num sistema próprio, será até fácil.
Otimização de mecanismos de busca (SEO)
Para se desenvolver um bom trabalho em SEO, é necessário ter acesso ao código de cada página, trabalhar minuciosamente pontos importantes do próprio sistema, e esse trabalho muda de loja para loja. Portanto, num sistema compartilhado, poderá haver sérias limitações quanto à maneira como os mecanismos de buscas irão indexar o seu conteúdo.
Enfim, lojas gratuitas, ou compartilhadas têm as suas vantagens e desvantagens. Tudo depende da sua estratégia. Gastar muito num sistema fantástico e não sobrar nada pra comprar o seu estoque não adianta, e economizar demais e acabar limitando as suas vendas, também não.
Como opinião pessoal, quero mesmo é que todos entrem no mundo das vendas pela internet. O mercado como um todo só ganha com isso, o lojista ganha e o consumidor ganha.
Hoje recebi um e-mail do meu querido amigo Vincent Vader, professor da ESPM. O assunto vinha de encontro com algumas coisas que eu queria escrever aqui há muito tempo, e aproveitei pra respondê-lo, e de quebra colocar aqui, do jeitinho que foi, sem passar no photoshop, nem nada.
Vince Vader: Dani, quais são os passos de implementação de um e-comemrce em uma empresa?
Estou fazendo um case aqui pra ESPM e preciso de depoimentos.
Abs!
Bom, segue abaixo a resposta.
“Vader, isso é complexo.
Porque muita gente pensa que é só montar o site e sair vendendo, e não é. O maior responsável pelo sucesso de um ecommerce é o planejamento. E a seriedade das pessoas em respeitá-lo.
Tudo começa num plano de negócios. Um documento onde você precisa responder, basicamente, a estas perguntas:
1 - Quem?
Quem são as pessoas envolvidas dentro da empresa, quem será responsável por botar o site de pé, quem vai operar, quem vai cuidar da logística, enfim. Os “atores” desse processo.
Em outras palavras, não adianta deixar o e-commerce na mão do carinha do suporte que manja de internet, isso vai dar errado.
2 - Quando?
Um cronograma de operações. Minucioso, de preferência. Desconfie de qualquer um que fizer um cronograma de menos de 3 meses. Como eu disse, não é só botar o site no ar e ficar rico
3 - Como?
Estratégia de desenvolvimento do site em si. Negociação com fornecedores, negociação com transportadoras, negociação com operadoras de cartão de créditos, bancos e afins.
4 - O que?
O mix de produtos. Aqui está a chave do negócio, e muitas empresas erram e matam um ecommerce nesse ponto. É preciso conhecer profundamente o seu mercado, os seus consumidores e os seus produtos.
5 - Onde?
Qual a abrangência da sua loja? onde está o seu público-alvo? Não adianta nada você abrir a loja achando que “tá na internet, vendendo pro mundo todo”. O frete de um produto de $60,00 de São Paulo até Roraima pode, dependendo de poucos fatores, custar mais do que o produto. Logo: neste caso, é preciso entender que Roraima não está no seu target.
Ainda no “onde”, é necessário ter um QG. Balela isso de achar que pode trabalhar com o estoque do seu fornecedor, etc. É preciso ter uma estrutura física (mínima, é verdade), um estoque organizado, uma inteligência de entrega, enfim.
6 - Quanto?
Quanto a empresa vai pagar de imposto? Quanto custa ficar com o produto parado no estoque? No mix de produtos, sempre tem aquele que “emperra”, e ele impacta no custo dos outros. Quanto vale isso? Uma vez vendido, quanto a operadora de CC vai te cobrar? Ainda mais: QUANDO ela vai te pagar? Quanto custa a equipe responsável? Quando o negócio vai começar a dar lucro? A partir daí, quanto vai custar cada produto na loja virtual? Claro que os custos sempre são menores que numa loja física, mas quanto de lucro cada produto vai dar? A conta fecha? Fica azul?
Enfim, respondidas estas perguntas, a empresa tem um documento, o Plano de Negócios, que vai orientar todo mundo durante a implantação. Este documento deve ser respeitado ao máximo.
A partir daí, de acordo com a estrutura de cada empresa, é possível determinar quais os passos.”
O ano que se passou começou no olho do furacão, com uma crise que parecia interminável, com um William Waack visivelmente assustado transmitindo notícias da economia, pânico nos mercados, cara de ano ruim.
E realmente, a conta não foi fácil de pagar, não. Mas se teve um setor que conseguiu segurar bem o crescimento, este foi o e-commerce. Ao longo dos últimos anos, o mercado de venda online vem crescendo à conta de 30% ao ano, que, por si só, já é um feito considerável. E neste ano de 200, com crise e tudo, não foi diferente.
Mesmo com a crise, o crescimento não esmoreceu. O mercado nacional viu a entrada de 4 milhões de novos consumidores, e um faturamento de R$10,5 Bilhões, contra R$8,2 Bilhões de 2008. A isso deve-se a entrada da classe C no mercado consumidor online. O acesso a crédito e a meios de pagamentos (via cartões de crédito e débito) facilitou a entrada desse verdadeiro gigante consumidor, que vinha de anos e anos de dificuldades, e agora chegou ao mercado, ávido por consumo. E a internet é o meio ideal para este consumidor.
O ticket médio ficou por volta de R$346,00, contra R$328,00 do ano de 2008. Quem não quer um consumidor assíduo, que paga em dia e gasta R$346,00 na sua loja?
Bom, a crise não foi, necessariamente, uma marolinha, mas temos que admitir que o pior já passou e o país está em franca recuperação, o que nos dá boas esperanças em relação ao ano de 2010.
Muito legal a iniciativa do professor VinceVader, da ESPM, e ex-colega de Fulano.com e Energy Interactive.
A ESPM tem um blog sobre tendências, chamado Newronio. E ele está criando uma nova série, onde faz algumas perguntas para profissionais do mercado, e a resposta tem que ser dada na lata, na webcam, ali. Se vira nos trinta.
Não me virei nos trinta, mas resolvi nos quase dois minutos que falei. Muita honra poder dar uma contribuição para o pessoal da ESPM, por quem eu tenho muito carinho.
“Daniel, você no último ano investiu pesadamente no planejamento, criação e manutenção de sites que utizam o e-commerce como ferramenta. Nos EUA, Ásia e Europa sabemos que esse tipo de prática é muito utilizada, mas como você analisa esse panorama aqui em terras brasileiras?”
Companheiro, não me leve a mal, mas não estou conseguindo mais te seguir no Twitter, vou ter que dar um “unfollow” em você.
Infelizmente, descobri que prefiro o William Bonner, âncora do JN, do que o @realwbonner que até então segui no Twitter.”
Claro que eu não enviei o e-mail acima, mas confesso que o unfollow foi dado. Tudo porque ele é um chato. Um chato sem culpa de ser chato, mas ainda assim, um chato. Explico:
Numa das reportagens sobre o Twitter, li que a sensação do momento era o @realwbonner, que se mostrava um cara divertido e articulado, atencioso com os seus followers e bem diferente do cisudo Bonner da tv. Resolvi seguí-lo, para ver no que iria dar. No começo achei legal, mas depois….
Acontece que o WB, assim como muitas empresas que estão flertando com as mídias sociais, não entendeu como funciona o Twitter. Achou que o Twitter era como se fosse um messenger, onde você é amigo de todo mundo e pode mandar emoticons no meio da tarde que as pessoas vão gostar.
O WB exagerou. Quando estava online, a minha tela pipocava mensagens do tipo “doutor, tou com dor”, ou “quem quer uma notícia levanta a mão”, ou simplesmente respondendo a mensagens de outros internautas. Isso seria legal se eu navegasse a partir da home DELE, e então poderia entender um “OK” dado em resposta a qualquer pessoa. Mas como eu navego sempre a partir da MINHA home, acabou atrapalhando. E, creio eu, as pessoas entram no Twitter e checam a sua própria home, e não vão diretamente na dele.
Com isso, e ainda mais agora com o advento dos retweets, ficou impossível. Além de twittar incansavelmente, nosso simpático âncora ainda retweeta conteúdo dos seus followers, causando um pandemônio na minha home. Aí ficou demais e eu decidi parar de seguir o simpático, mas voluntarioso @realwbonner.
Mas aonde eu quero chegar com isso?
O problema nem é com o Bonner, ele é um excelente jornalista, faz seu papel com propriedade na televisão, mas não soube lidar com as mídias sociais.
E esse problema acontece em muitas empresas também. Ouço diariamente clientes me dizendo “quero entrar no twitter, #comofaz?” Sempre respondo a mesma coisa: vai lá, abre uma conta pessoal, experimenta, segue algumas pessoas, entenda a ferramenta. Criar uma conta da sua empresa e deixar inativa, é furada. Por outro lado, criar a conta e twittar demais, ou com conteúdo inapropriado, também.
Mídias sociais não estão baseadas em ferramentas, como as mídias tradicionais. Estão baseadas em comportamento, a ferramenta ficou para segundo plano. E esse comportamento é medido e avaliado pelas pessoas, em tempo real.
Por isso, entenda: mídias sociais não são mídias tradicionais.
Aprecie com moderação.
“A propósito, William: a brincadeira da cor da gravata era bem bacana, dessa eu vou sentir falta.
Como já foi dito aqui, eu não escrevo apenas neste blog. Além do Blog da Energy, eu despejo minhas mal-acabadas idéias no Deitando o Gato na Grelha, um blog de cunho pessoal e intransferível, que trata de receitas de churrasco e outras calóricas gulodices. Se bateu a fome e o seu interesse por e-mail marketing sumiu, sugiro que faça uma visitinha e planeje o churrasco do final de semana. Mas, se você quer ver como a utilização do e-mail marketing pode ser um tiro no pé da estratégia online de alguma empresa, fique aqui e acompanhe esta fanfarrice.
E o que o Gato na Grelha tem a ver com e-mail marketing? Simples. Com as minhas peripécias com o blog e com o sucesso que ele gerou, acabei conhecendo melhor os sites de culinária internet afora, interagindo com eles, e recebo várias newsletters de vários sites, algumas muito interessantes, e outras completamente furadas.
E esse é o caso de um famoso site que minha responsabilidade jurídica me obriga a apelidar de Cybercrock. O site em si é bacana e nem é dele que eu pretendo falar, mas sim da sua estratégia de envio de e-mail marketing. Essa sim, uma fanfarrice.
Fiz o meu cadastro no site e enviei a primeira receita. Como a linha editorial do Gato na Grelha foge, digamos assim, aos modelos de receitas tradicionais, minha receita não fez muito sucesso por lá e logo eu abandonei o site, deixando o cadastro ativo para qualquer acesso futuro. Com isso, dei o opt-in pra receber newsletters deles. Até aí ok, eu assino várias newsletters de cunho gastronômico, e até gosto de receber receitas e afins no meio do trabalho.
Aí começa a primeira furada: até hoje, eu recebi, segundo o Gmail, 110 mensagens da Cybercrock, e com 74 propagandas e 36 receitas. Ou seja, propaganda e mais propaganda, e pouca informação relevante.Como diria o Datena, “Na tela!”:
Esse é um print sem nenhuma alteração da minha tela de Gmail, quando se busca “Cybercrock”. Note que, só dando uma olhada rápida, já podemos encontrar erros fatais de e-mkt:
Note que a quantidade de “Parceiro Cybercrock” é bem superior à “Boletim Cybercrock”. Ou seja, relevância não é o forte deles;
Tem várias promoções aí no meio que poderiam ser bastante interessantes, se eu fosse mulher. Mas eu não sou, pessoal. E não me interesso pelos perfumes e afins, que deram um trabalhão pro departamento que firmou as parcerias. Não custava nada segmentar um pouquinho a sua base de dados, não?
Note o assustador “Daniel, vai deixar passar?” que se repete frequentemente. Que subject é esse? Isso me lembra dos tenros tempos da quinta série, onde o “vai deixar passar?” era o prenúncio de quiprocó na hora da saída. Será que o Cybercrock tá me chamando pra briga?
A periodicidade dos e-mails é irritante. Em 21 de agosto, recebi e-mkt 3 vezes. Sabe como é o nome disso? Desperdício de recurso.
Na tela, conta-se 20 e-mails em pouco mais de um mês. Claro que não tem consumidor que se interesse por uma comunicação assim.
A cereja do bolo é essa aqui: “Daniel, você será filmada”. Como assim, Bial? Filmada???? Não é possível que o pessoal da Cybercock ache mesmo que o seu público-alvo é formado única e exclusivamente por mulheres. A cada dia, um homem se aventura nas panelas. Faça uma busca sobre “homem cozinhando” ou algo do tipo no google e note a quantidade de blogs e sites mantidos por homens que cozinham. É de uma mentalidade atrasadíssima achar que um site de receitas vai atender apenas ao público feminino. Na tela:
Me chamaram de mulherzinha e ainda perguntaram se vou deixar passar. Tem cabimento?
Com isso, podemos notar que o site Cybercrock e seus parceiros gastam um esforço considerável no envio de e-mail marketing, o que é, por si só, muito positivo. Mas pode não adiantar nada fazê-lo de qualquer maneira. Num caso como esses, segmentação de base de dados é mais do que necessário, é gritantemente necessário. Além disso, vai diminuir os custos de envio de e-mails, facilitar o trabalho de quem envia e adquirir relevância junto ao seu target, fundamento primordial para o sucesso de qualquer campanha de e-mail marketing.
Além disso, é sempre bom tomar certos cuidados. Vai que algum consumidor mais exaltado resolve que não vai deixar passar?
Sem maiores rodeios, senta aí que eu vou te contar uns números interessantes sobre o mercado de e-commerce neste primeiro e sofrido semestre de 2009.
R$4,8 Bilhões foi o faturamento do setor;
27% maior do que o faturamento do mesmo período do ano passado;
A previsão para o segundo semestre é de aumento de 28%;
O que levará ao faturamento de R$10,5 Bilhões até o final do ano;
O ticket médio foi de R$323,00 e isso não é uma pegadinha;
Mais de 86% dos consumidores se dizem satisfeitos com o comércio eletrônico.
É para refletir, não? Em ano de crise, o mercado cresce mais do que o ano anterior, com o mundo rodando de vento em popa? O que esse tal de comércio eletrônico tem, baby?
O relatório é o webshoppers, da consultoria e-bit, a interpretação é minha e a surpresa é de todos nós.
Nos anos 70, o mundo experimentava os nada doces sabores da primeira grande crise do petróleo, o Brasil chafurdava na amarga ditadura militar, enquanto saía da barriga de mamãe este ser que vos escreve. Neste tempo, John Lennon bradava pelos 4 ventos os últimos suspiros de uma geração que queria mudar o mundo. E, de fato, mudou, mas não da maneira como eles queriam. O conceito de paz e amor não dominou a sociedade, os hippies tiveram que ir pro trabalho de terno e gravata e o poder não foi, como a canção sugere, dado às pessoas.
Aí veio a internet e mudou a cara de tudo. As pessoas ganharam acesso à informação (alguém duvida que toda a informação do mundo está no google?), conquistaram seu espaço virtual e hoje, qualquer um tem maneira de divulgar a sua própria produção cultural. Uma prova disso são os blogs. Quantos autores geniais se encontra web afora, que jamais teriam seus livros publicados antigamente? Quantos autores medíocres não estão divulgando seu trabalho com a mesma facilidade? Democraticamente falando, estamos vivendo um momento ímpar na produção de conteúdo na história da humanidade.
E essas pessoas que compartilham experiências nos seus blogs, twitters, comunidades, listas de discussão também são consumidores. E eles descobriram que podem utilizar essa democracia toda a seu favor.
Um consumidor mal atendido, que se sente lesado, que comprou gato por lebre tem, a seu lado, as ferramentas perfeitas para contar isso pra todo mundo. Por outro lado, se você faz a sua parte direitinho, joga limpo e os clientes estão satisfeitos, pode incentivá-los a espalhar isso, e, acredite, eles o farão. Parece que, finalmente, John Lennon pode descansar: cada vez mais, o poder está com as pessoas.
Hoje mesmo, li um caso interessantíssimo no Blue Bus: Um americano comprou uma piscina inflável para que as crianças pudessem curtir o verão. Na embalagem, a bela foto de 5 crianças se espalhando na piscina. Mas, ao abrir a embalagem, a decepção: o photoshop comeu solto na embalagem. Não cabiam 5 crianças e o produto era muito, muito menor do que o apresentado. Brendan Donnllan, o americano em questão, não teve dúvida: sacou a câmera do celular e gravou a decepção da sua simpática filhinha para com o fabricante. E ele fez questão de espalhar esse vídeo, tanto que… ele está aqui! Veja com seus próprios olhos:
Para nós, que trabalhamos com e-commerce, é muito importante tomar cuidado com isso. Pergunte a si mesmo: No meu site, há informação suficiente sobre meus produtos? As fotos estão bastante claras? Os produtos são bons, atendem às expectativas dos consumidores? Meu prazo de entrega está bastante claro? Minha loja fornece ao consumidor a possibilidade de expressar a sua opinião, seja ela qual for? Estou preparado para ouvir essa opinião?
Se você respondeu SIM à maioria dessas questões, você está dentro do jogo, e o e-consumidor provavelmente vai jogar do seu lado. Agora, se respondeu NÃO, amigo… melhor tomar cuidado, hein!
O Grande Irmão, ou Big Brother, como queiram, é muito mais antigo do que Cléber Bambam, Alemão, vó Naiá e as poesias nonsense do Pedro Bial. O Grande Irmão foi um personagem fictício do romance “1984″, de George Orwell. O programa ganhou esse nome devido ao próprio romance, onde o Grande Irmão representava o olho vivo do Estado, que tudo via e podia monitorar as ações e os caminhos de cada um dos cidadãos, e assim direcioná-los de acordo com a sua vontade.
Tá, mas o que isso tem a ver com Internet? Te respondo: Analytics, baby.
Já ouviu falar em analytics? Então ouça: quando você visita um site, um blog, faz uma compra numa loja virtual, acessa o orkut, seja lá o que estiver fazendo pela internet, tem sempre alguém seguindo o seu rastro. Não, não se assuste, eu não estou falando daqueles rastros que permitem a alguém invadir o seu computador, roubar a sua senha, a sua privacidade e o seu pão com mortadela, ou até mexer no seu queijo. Você deixa rastros sobre o seu caminho dentro de um site, e esses rastros podem ser usados pelo administrador do mesmo para entender os seus passos enquanto estava lá, e com isso procurar aprimorar o seu conteúdo, oferecendo cada vez mais informação relevante. Servir bem para servir sempre, já diria o saco de pão.
Eu já contei, em outros posts, como funcionam os reports de campanhas por e-mail, não? Só recapitulando: quando você recebe um e-mail marketing e clica nele, o administrador da campanha, desde que utilize as ferramentas corretas, vai saber que hora você leu o e-mail, quantas vezes leu, em que links e quantas vezes clicou e até se encaminhou o e-mail. E se você não recebeu o e-mail, ele também sabe, e sabe até o por que (caixa postal cheia, e-mail inexistente, etc).
Com os sites é parecido. Analytics é o conjunto de técnicas e ferramentas que permite a um administrador de um site saber quais as páginas mais visitadas do seu site, de onde vieram os seus visitantes e que palavras-chave utilizaram nos mecanismos de busca pra chegar até o seu site.
Recentemente, criei um blog pessoal, que não tem nada a ver com este aqui e não tem nada a ver com o meu trabalho, e como este novo blog fala de assuntos populares, decidi utilizar ao limite as técnicas de SEO (Search Engine Optimization), integradas com conhecimento em Analytics.
Estou falando do Deitando o Gato na Grelha, um blog que fala de receitas de churrasco de uma maneira descontraída e bastante descompromissada (bastante até demais). Churrasco é um assunto popular, bastante requisitado no Google, e é um assunto que eu conheço bem pra falar. Mandei brasa (literalmente) e comecei a ver os acessos crescendo sem fazer nenhuma divulgação, apenas interpretando os reports de analytics, e procurando formas do meu blog aparecer cada vez melhor no Google. Lembrando que estas técnicas podem ser utilizadas pra qualquer site.
Utilizando analytics, descobri coisas divertidíssimas. A primeira delas é sobre uma famosa apresentadora de televisão, que acabou virando personagem involuntária do blog. Esta senhora é famosa por preparar pratos bacanas e chiquérrimos na TV, e como nosso blog trata de um assunto mais rústico, o churrasco, os pratos decorados e bonitinhos dela acabam virando piada pronta. Faz parte da linha editorial do blog, sabe? O divertido aí é que o trabalho de SEO feito no blog é melhor do que o feito no site dela, então numa busca no Google, dependendo do assunto, meu blog aparece na frente. Um exemplo bacana é o da abobrinha. Muitas vezes, o pessoal busca no Google “receita abobrinha churraco apresentadora famosa” (troque o apresentadora famosa pelo nome de sua preferência) e acaba caindo no meu blog. Essas pessoas navegam em várias páginas do blog, e isso faz com que meu blog ganhe ainda mais relevância no Google.
Pois é, SEO é assim. Muitos clientes me dizem “Daniel, quero que minha empresa apareça na primeira página do Google”. Isso não é pago, não existe um milagre pra aparecer na primeira página. Essa posição você conquista, convence o Google de que merece estar lá. Precisa mostrar ao Google claramente sobre o que trata o seu site, e convencê-lo de que tem relevância neste assunto. O código-fonte do seu site precisa ter uma estrutura inteligente pra ajudar os mecanismos de busca a entendê-lo, seu conteúdo precisa ser cuidadosamente escrito para tal, enfim. Tem todo um trabalho, árduo, por sinal, pra se conquistar degraus no Google. Voltemos ao analytics.
Descobri, com a minha experiência, que o nome “Deitando o Gato na Grelha” acabou sendo uma acertada na mosca, mesmo sem querer. Nunca tinha pensado que em alguns lugares do Brasil, espetinho de carne se chama “espetinho de gato”. E notava, vendo os resultados de analytics, que muita gente procurava por esse termo. Será que a galera Brasil afora assa os bichanos mesmo? Qual nada, um amigo carioca me contou que lá no Rio é comum falar em espetinho de gato.
Descobri também que a receita da picanha e da corvina são as campeãs de audiência do site, e comecei a explorar melhor esses assuntos.
Com analytics, eu consigo saber quais as páginas mais acessadas, quais termos as pessoas procuram no Google pra chegar até meu site, quanto tempo passam no site, quantas páginas lêem, de onde vem (geograficamente falando) estas pessoas, enfim. Um mundo de informações que só servem para que você possa entender melhor o que o seu visitante quer, e apresentá-lo o que ele quer ver. Afinal, o consumidor digital gosta de dar as regras. E quanto mais você entender isto, melhor será para ambos.
Portanto, navegue sem dó. Saiba que sempre vai ter alguém vigiando os seus passos, e isso é bom. A qualquer momento, podem te estender um tapete vermelho.
Dica: Acesse analytics.google.com e leia os manuais, faça seu cadastro, faça e aconteça. Apesar de ser uma ferramenta complexa, o Google Analytics é bastante auto-explicativo. e grátis!
O comércio eletrônico faturou, apenas no primeiro trimestre deste ano, dois virgula três bilhões de reais em vendas online. São números muito expressivos, ainda mais em se pensando no período de crise que vivemos.
A última pesquisa do e-bit, o órgão que mensura de pertinho os números do e-comércio nacional nos dá uma luz de otimismo. As otimistas expectativas deste que voz escreve parecem estar se cumprindo: tanto consumidor quando o próprio comerciante estão conseguindo enxergar no e-commerce uma alternativa viável à crise.
Para o consumidor, preços muitas vezes mais baratos, facilidades de pagamento, de entrega, e todas as facilidades do e-commerce. E para o comerciante, uma operação mais barata e segura do que uma loja física. Além da maior de todas as possibilidades: a quebra da barreira regional às vendas. Ou seja: qualquer lojinha de bairro, por mais conceituada e bacaninha que fosse, estaria destinada a ser a lojinha do bairro. A menos que começasse a abrir filiais mundo afora, o que, convenhamos, não é pra qualquer lojinha de bairro. Agora, apostando suas fichas numa loja virtual, não há limites físicos mais. Em Patópolis, Patagônia ou na Terra do Nunca, se o Correio chega, tem comércio eletrônico.
Uma informação animadora do relatório é a constatação de que os grandes players estão começando a perder mercado para as pequenas lojas. Mais força para o consumidor, uma vez que a concorrência entre os diferentes players lhe é bastante benéfica. Além de trazer aconchegantes expectativas a quem está pensando em galgar seus primeiros degraus em e-commerce.
Os números são, ainda, bastante compatíveis com o que aconteceu, proporcionalmente falando, no ano passado. Se vendemos R$2,3bi nesses primeiro 3 meses, e R$8,2bi no ano passado inteiro, faça as suas previsões.
E olha que estamos enfrentando uma crise, hein? As coisas só tendem a melhorar, terreno fértil à vista!!
Aqui na Energy, o nosso negócio é desenvolver lojas virtuais, personalizadas de acordo com a necessidade de cada cliente, baseadas numa ferramenta de e-commerce open source chamada Magento. Acreditamos que, desta maneira, podemos tirar proveito da economia feita com os custos de licença, e utilizar todo o nosso conhecimento para entregar lojas funcionais, altamente customizadas, a um preço razoável para o nosso cliente.
Há outros modelos no mercado, e vão desde o desenvolvimento total de sistema de e-commerce (caro, válido apenas para projetos ambiciosos), passando pelos detentores de -bons, diga-se de passagem- sistemas próprios, e chegando à ponta extrema dessa corda, que são as lojas virtuais gratuitas (ou quase gratuitas).
Já me aconteceu mais de uma vez, de o cliente ter dúvidas em relação a estes modelos, e sentir dificuldade de entender porque algumas opções custam tão caro, se temos lojas que custam um pouquinho por mês, ou até gratuitas no mercado.
Minha resposta, que precisa sempre ser ponderada, é bastante clara: Todas as opções são válidas, e a tomada dessa decisão vai depender do seu objetivo, do seu investimento e do seu planejamento. Neste post, pretendo falar mais especificamente da loja mais simples, a gratuita, com suas vantagens e desvantagens. Entenda como loja gratuita, aquela que o seu parceiro de hospedagem te dá de graça, utilizando um botão de instalação no painel de controle, ou aquela que te cobra um fee mensal que, geralmente, fica por volta de R$100,00.
O primeiro se ter em mente, é que a loja gratuita é sim uma boa opção, e não pode ser descartada. Seria bastante injusto dizer “compre a nossa, a loja gratuita é um lixo”. Não, não é nada disso, ela é boa. Para alguns tipos de e-commerce.
Costumo dizer que a loja gratuita é uma boa opção para quem está começando, sem grandes planos e sem orçamento. Basicamente aquele tipo de cliente que está entrando no e-commerce pra “ver no que vai dar”. Num caso assim, principalmente quando existem restrições orçamentárias, acho justo que o cliente prefira gastar todo o seu recurso em estoque, e não em ferramenta. Afinal, isso faz parte do planejamento dele.
Mas, afinal, qual a verdadeira diferença entre uma loja gratuita e um sistema próprio?
Antes de mais nada: porque é tão barato?
A resposta é simples: essas empresas possuem algum sistema de loja virtual (às vezes próprio, ou mesmo um magento compartilhado, enfim) que tem como característica se desdobrar em inúmeras lojas diferentes e independentes, rodando sob o mesmo cerne, ou seja: a loja em si, é uma só, mas a camada de apresentação se divide em inúmeras lojas menores. Com isso, a empresa responsável pela administração precisa contar com uma hospedagem de qualidade, e se preocupar em manter apenas um único sistema de lojas virtuais rodando de maneira estável. Isso diminui demais os custos, e por isso é tão barato. Não há nada de ilícito, nem de desonesto. É apenas um modelo de negócios viável.
Escalabilidade
Aqui começamos a esbarrar na questão da estratégia. A maioria destas lojas gratuitas limita a quantidade de produtos por loja, ou banda, ou espaço em disco, ou page views, enfim. Como estas empresas trabalham com sistemas compartilhados, é necessário manter controle sobre a estabilidade do servidor. É muito mais fácil gerenciar um sistema onde sabe-se que rodam 100 lojas, limitadas a 100 produtos cada, do que gerenciar um sistema onde existem 10 lojas, e não se sabe o tamanho delas. Portanto, se você pretende divulgar massivamente, ou ter um grid de produtos maior, pode ser que este modelo não seja o mais adequado para a sua loja.
Personalização do design
Mais uma vez, estamos falando de um sistema único, gerenciando diversas lojas. O administrador do sistema não vai poder lhe permitir certos privilégios dentro do cerne da ferramenta. Ele lhe dará algumas opções de layout em forma de templates e cores, apresentação de produtos e afins, e você deverá escolher, dentre os apresentados, aquele que mais se encaixa com o seu objetivo. Trata-se de um sistema muito simples, e você consegue colocar uma loja de pé em alguns cliques. A desvantagem é que, além da sua, fatalmente existirão muitas lojas com o mesmo visual, as mesmas cores… e outro logotipo, o único diferencial.
Flexibilidade
Mesmo trabalhando com uma ferramenta completa como o Magento, eu costumo complementá-la com plugins, add-ons, outras ferramentas (como no caso dos e-mails marketing, em que integro o Magento a outras ferramentas mais poderosas), enfim, o que é impossível nas lojas compartilhadas. Dando um exemplo prático: você quer fazer um hotsite especial para o dias dos pais com um simples concurso cultural, integrá-lo à sua base de dados, e conceder um ticket de desconto para os participantes. Num sistema compartilhado, isso não será possível. Num sistema próprio, será até fácil.
Otimização de mecanismos de busca (SEO)
Para se desenvolver um bom trabalho em SEO, é necessário ter acesso ao código de cada página, trabalhar minuciosamente pontos importantes do próprio sistema, e esse trabalho muda de loja para loja. Portanto, num sistema compartilhado, poderá haver sérias limitações quanto à maneira como os mecanismos de buscas irão indexar o seu conteúdo.
Enfim, lojas gratuitas, ou compartilhadas têm as suas vantagens e desvantagens. Tudo depende da sua estratégia. Gastar muito num sistema fantástico e não sobrar nada pra comprar o seu estoque não adianta, e economizar demais e acabar limitando as suas vendas, também não.
Como opinião pessoal, quero mesmo é que todos entrem no mundo das vendas pela internet. O mercado como um todo só ganha com isso, o lojista ganha e o consumidor ganha.
Planejamento, não saia de casa sem ele
Hoje recebi um e-mail do meu querido amigo Vincent Vader, professor da ESPM. O assunto vinha de encontro com algumas coisas que eu queria escrever aqui há muito tempo, e aproveitei pra respondê-lo, e de quebra colocar aqui, do jeitinho que foi, sem passar no photoshop, nem nada.
Vince Vader: Dani, quais são os passos de implementação de um e-comemrce em uma empresa?
Estou fazendo um case aqui pra ESPM e preciso de depoimentos.
Abs!
Bom, segue abaixo a resposta.
“Vader, isso é complexo.
Porque muita gente pensa que é só montar o site e sair vendendo, e não é. O maior responsável pelo sucesso de um ecommerce é o planejamento. E a seriedade das pessoas em respeitá-lo.
Tudo começa num plano de negócios. Um documento onde você precisa responder, basicamente, a estas perguntas:
1 - Quem?
Quem são as pessoas envolvidas dentro da empresa, quem será responsável por botar o site de pé, quem vai operar, quem vai cuidar da logística, enfim. Os “atores” desse processo.
Em outras palavras, não adianta deixar o e-commerce na mão do carinha do suporte que manja de internet, isso vai dar errado.
2 - Quando?
Um cronograma de operações. Minucioso, de preferência. Desconfie de qualquer um que fizer um cronograma de menos de 3 meses. Como eu disse, não é só botar o site no ar e ficar rico
3 - Como?
Estratégia de desenvolvimento do site em si. Negociação com fornecedores, negociação com transportadoras, negociação com operadoras de cartão de créditos, bancos e afins.
4 - O que?
O mix de produtos. Aqui está a chave do negócio, e muitas empresas erram e matam um ecommerce nesse ponto. É preciso conhecer profundamente o seu mercado, os seus consumidores e os seus produtos.
5 - Onde?
Qual a abrangência da sua loja? onde está o seu público-alvo? Não adianta nada você abrir a loja achando que “tá na internet, vendendo pro mundo todo”. O frete de um produto de $60,00 de São Paulo até Roraima pode, dependendo de poucos fatores, custar mais do que o produto. Logo: neste caso, é preciso entender que Roraima não está no seu target.
Ainda no “onde”, é necessário ter um QG. Balela isso de achar que pode trabalhar com o estoque do seu fornecedor, etc. É preciso ter uma estrutura física (mínima, é verdade), um estoque organizado, uma inteligência de entrega, enfim.
6 - Quanto?
Quanto a empresa vai pagar de imposto? Quanto custa ficar com o produto parado no estoque? No mix de produtos, sempre tem aquele que “emperra”, e ele impacta no custo dos outros. Quanto vale isso? Uma vez vendido, quanto a operadora de CC vai te cobrar? Ainda mais: QUANDO ela vai te pagar? Quanto custa a equipe responsável? Quando o negócio vai começar a dar lucro? A partir daí, quanto vai custar cada produto na loja virtual? Claro que os custos sempre são menores que numa loja física, mas quanto de lucro cada produto vai dar? A conta fecha? Fica azul?
Enfim, respondidas estas perguntas, a empresa tem um documento, o Plano de Negócios, que vai orientar todo mundo durante a implantação. Este documento deve ser respeitado ao máximo.
A partir daí, de acordo com a estrutura de cada empresa, é possível determinar quais os passos.”
Números do e-commerce em 2009
O ano que se passou começou no olho do furacão, com uma crise que parecia interminável, com um William Waack visivelmente assustado transmitindo notícias da economia, pânico nos mercados, cara de ano ruim.
E realmente, a conta não foi fácil de pagar, não. Mas se teve um setor que conseguiu segurar bem o crescimento, este foi o e-commerce. Ao longo dos últimos anos, o mercado de venda online vem crescendo à conta de 30% ao ano, que, por si só, já é um feito considerável. E neste ano de 200, com crise e tudo, não foi diferente.
Mesmo com a crise, o crescimento não esmoreceu. O mercado nacional viu a entrada de 4 milhões de novos consumidores, e um faturamento de R$10,5 Bilhões, contra R$8,2 Bilhões de 2008. A isso deve-se a entrada da classe C no mercado consumidor online. O acesso a crédito e a meios de pagamentos (via cartões de crédito e débito) facilitou a entrada desse verdadeiro gigante consumidor, que vinha de anos e anos de dificuldades, e agora chegou ao mercado, ávido por consumo. E a internet é o meio ideal para este consumidor.
O ticket médio ficou por volta de R$346,00, contra R$328,00 do ano de 2008. Quem não quer um consumidor assíduo, que paga em dia e gasta R$346,00 na sua loja?
Bom, a crise não foi, necessariamente, uma marolinha, mas temos que admitir que o pior já passou e o país está em franca recuperação, o que nos dá boas esperanças em relação ao ano de 2010.
Que venham os bons frutos!
Videocast para o Newronio ESPM
Muito legal a iniciativa do professor VinceVader, da ESPM, e ex-colega de Fulano.com e Energy Interactive.
A ESPM tem um blog sobre tendências, chamado Newronio. E ele está criando uma nova série, onde faz algumas perguntas para profissionais do mercado, e a resposta tem que ser dada na lata, na webcam, ali. Se vira nos trinta.
Não me virei nos trinta, mas resolvi nos quase dois minutos que falei. Muita honra poder dar uma contribuição para o pessoal da ESPM, por quem eu tenho muito carinho.
“Daniel, você no último ano investiu pesadamente no planejamento, criação e manutenção de sites que utizam o e-commerce como ferramenta. Nos EUA, Ásia e Europa sabemos que esse tipo de prática é muito utilizada, mas como você analisa esse panorama aqui em terras brasileiras?”
Boa noite, William Bonner
“Caro William Bonner,
Companheiro, não me leve a mal, mas não estou conseguindo mais te seguir no Twitter, vou ter que dar um “unfollow” em você.
Infelizmente, descobri que prefiro o William Bonner, âncora do JN, do que o @realwbonner que até então segui no Twitter.”
Claro que eu não enviei o e-mail acima, mas confesso que o unfollow foi dado. Tudo porque ele é um chato. Um chato sem culpa de ser chato, mas ainda assim, um chato. Explico:
Numa das reportagens sobre o Twitter, li que a sensação do momento era o @realwbonner, que se mostrava um cara divertido e articulado, atencioso com os seus followers e bem diferente do cisudo Bonner da tv. Resolvi seguí-lo, para ver no que iria dar. No começo achei legal, mas depois….
Acontece que o WB, assim como muitas empresas que estão flertando com as mídias sociais, não entendeu como funciona o Twitter. Achou que o Twitter era como se fosse um messenger, onde você é amigo de todo mundo e pode mandar emoticons no meio da tarde que as pessoas vão gostar.
O WB exagerou. Quando estava online, a minha tela pipocava mensagens do tipo “doutor, tou com dor”, ou “quem quer uma notícia levanta a mão”, ou simplesmente respondendo a mensagens de outros internautas. Isso seria legal se eu navegasse a partir da home DELE, e então poderia entender um “OK” dado em resposta a qualquer pessoa. Mas como eu navego sempre a partir da MINHA home, acabou atrapalhando. E, creio eu, as pessoas entram no Twitter e checam a sua própria home, e não vão diretamente na dele.
Com isso, e ainda mais agora com o advento dos retweets, ficou impossível. Além de twittar incansavelmente, nosso simpático âncora ainda retweeta conteúdo dos seus followers, causando um pandemônio na minha home. Aí ficou demais e eu decidi parar de seguir o simpático, mas voluntarioso @realwbonner.
Mas aonde eu quero chegar com isso?
O problema nem é com o Bonner, ele é um excelente jornalista, faz seu papel com propriedade na televisão, mas não soube lidar com as mídias sociais.
E esse problema acontece em muitas empresas também. Ouço diariamente clientes me dizendo “quero entrar no twitter, #comofaz?” Sempre respondo a mesma coisa: vai lá, abre uma conta pessoal, experimenta, segue algumas pessoas, entenda a ferramenta. Criar uma conta da sua empresa e deixar inativa, é furada. Por outro lado, criar a conta e twittar demais, ou com conteúdo inapropriado, também.
Mídias sociais não estão baseadas em ferramentas, como as mídias tradicionais. Estão baseadas em comportamento, a ferramenta ficou para segundo plano. E esse comportamento é medido e avaliado pelas pessoas, em tempo real.
Por isso, entenda: mídias sociais não são mídias tradicionais.
Aprecie com moderação.
“A propósito, William: a brincadeira da cor da gravata era bem bacana, dessa eu vou sentir falta.
Abraços
Daniel Rodrigues”
Como não fazer e-mail marketing
Como já foi dito aqui, eu não escrevo apenas neste blog. Além do Blog da Energy, eu despejo minhas mal-acabadas idéias no Deitando o Gato na Grelha, um blog de cunho pessoal e intransferível, que trata de receitas de churrasco e outras calóricas gulodices. Se bateu a fome e o seu interesse por e-mail marketing sumiu, sugiro que faça uma visitinha e planeje o churrasco do final de semana. Mas, se você quer ver como a utilização do e-mail marketing pode ser um tiro no pé da estratégia online de alguma empresa, fique aqui e acompanhe esta fanfarrice.
E o que o Gato na Grelha tem a ver com e-mail marketing? Simples. Com as minhas peripécias com o blog e com o sucesso que ele gerou, acabei conhecendo melhor os sites de culinária internet afora, interagindo com eles, e recebo várias newsletters de vários sites, algumas muito interessantes, e outras completamente furadas.
E esse é o caso de um famoso site que minha responsabilidade jurídica me obriga a apelidar de Cybercrock. O site em si é bacana e nem é dele que eu pretendo falar, mas sim da sua estratégia de envio de e-mail marketing. Essa sim, uma fanfarrice.
Fiz o meu cadastro no site e enviei a primeira receita. Como a linha editorial do Gato na Grelha foge, digamos assim, aos modelos de receitas tradicionais, minha receita não fez muito sucesso por lá e logo eu abandonei o site, deixando o cadastro ativo para qualquer acesso futuro. Com isso, dei o opt-in pra receber newsletters deles. Até aí ok, eu assino várias newsletters de cunho gastronômico, e até gosto de receber receitas e afins no meio do trabalho.
Aí começa a primeira furada: até hoje, eu recebi, segundo o Gmail, 110 mensagens da Cybercrock, e com 74 propagandas e 36 receitas. Ou seja, propaganda e mais propaganda, e pouca informação relevante.Como diria o Datena, “Na tela!”:
Esse é um print sem nenhuma alteração da minha tela de Gmail, quando se busca “Cybercrock”. Note que, só dando uma olhada rápida, já podemos encontrar erros fatais de e-mkt:
Note que a quantidade de “Parceiro Cybercrock” é bem superior à “Boletim Cybercrock”. Ou seja, relevância não é o forte deles;
Tem várias promoções aí no meio que poderiam ser bastante interessantes, se eu fosse mulher. Mas eu não sou, pessoal. E não me interesso pelos perfumes e afins, que deram um trabalhão pro departamento que firmou as parcerias. Não custava nada segmentar um pouquinho a sua base de dados, não?
Note o assustador “Daniel, vai deixar passar?” que se repete frequentemente. Que subject é esse? Isso me lembra dos tenros tempos da quinta série, onde o “vai deixar passar?” era o prenúncio de quiprocó na hora da saída. Será que o Cybercrock tá me chamando pra briga?
A periodicidade dos e-mails é irritante. Em 21 de agosto, recebi e-mkt 3 vezes. Sabe como é o nome disso? Desperdício de recurso.
Na tela, conta-se 20 e-mails em pouco mais de um mês. Claro que não tem consumidor que se interesse por uma comunicação assim.
A cereja do bolo é essa aqui: “Daniel, você será filmada”. Como assim, Bial? Filmada???? Não é possível que o pessoal da Cybercock ache mesmo que o seu público-alvo é formado única e exclusivamente por mulheres. A cada dia, um homem se aventura nas panelas. Faça uma busca sobre “homem cozinhando” ou algo do tipo no google e note a quantidade de blogs e sites mantidos por homens que cozinham. É de uma mentalidade atrasadíssima achar que um site de receitas vai atender apenas ao público feminino. Na tela:
Me chamaram de mulherzinha e ainda perguntaram se vou deixar passar. Tem cabimento?
Com isso, podemos notar que o site Cybercrock e seus parceiros gastam um esforço considerável no envio de e-mail marketing, o que é, por si só, muito positivo. Mas pode não adiantar nada fazê-lo de qualquer maneira. Num caso como esses, segmentação de base de dados é mais do que necessário, é gritantemente necessário. Além disso, vai diminuir os custos de envio de e-mails, facilitar o trabalho de quem envia e adquirir relevância junto ao seu target, fundamento primordial para o sucesso de qualquer campanha de e-mail marketing.
Além disso, é sempre bom tomar certos cuidados. Vai que algum consumidor mais exaltado resolve que não vai deixar passar?
Comércio eletrônico no primeiro semestre 2009
Sem maiores rodeios, senta aí que eu vou te contar uns números interessantes sobre o mercado de e-commerce neste primeiro e sofrido semestre de 2009.
R$4,8 Bilhões foi o faturamento do setor;
27% maior do que o faturamento do mesmo período do ano passado;
A previsão para o segundo semestre é de aumento de 28%;
O que levará ao faturamento de R$10,5 Bilhões até o final do ano;
O ticket médio foi de R$323,00 e isso não é uma pegadinha;
Mais de 86% dos consumidores se dizem satisfeitos com o comércio eletrônico.
É para refletir, não? Em ano de crise, o mercado cresce mais do que o ano anterior, com o mundo rodando de vento em popa? O que esse tal de comércio eletrônico tem, baby?
O relatório é o webshoppers, da consultoria e-bit, a interpretação é minha e a surpresa é de todos nós.
Power to the people: conheça o e-consumidor
Nos anos 70, o mundo experimentava os nada doces sabores da primeira grande crise do petróleo, o Brasil chafurdava na amarga ditadura militar, enquanto saía da barriga de mamãe este ser que vos escreve. Neste tempo, John Lennon bradava pelos 4 ventos os últimos suspiros de uma geração que queria mudar o mundo. E, de fato, mudou, mas não da maneira como eles queriam. O conceito de paz e amor não dominou a sociedade, os hippies tiveram que ir pro trabalho de terno e gravata e o poder não foi, como a canção sugere, dado às pessoas.
Aí veio a internet e mudou a cara de tudo. As pessoas ganharam acesso à informação (alguém duvida que toda a informação do mundo está no google?), conquistaram seu espaço virtual e hoje, qualquer um tem maneira de divulgar a sua própria produção cultural. Uma prova disso são os blogs. Quantos autores geniais se encontra web afora, que jamais teriam seus livros publicados antigamente? Quantos autores medíocres não estão divulgando seu trabalho com a mesma facilidade? Democraticamente falando, estamos vivendo um momento ímpar na produção de conteúdo na história da humanidade.
E essas pessoas que compartilham experiências nos seus blogs, twitters, comunidades, listas de discussão também são consumidores. E eles descobriram que podem utilizar essa democracia toda a seu favor.
Um consumidor mal atendido, que se sente lesado, que comprou gato por lebre tem, a seu lado, as ferramentas perfeitas para contar isso pra todo mundo. Por outro lado, se você faz a sua parte direitinho, joga limpo e os clientes estão satisfeitos, pode incentivá-los a espalhar isso, e, acredite, eles o farão. Parece que, finalmente, John Lennon pode descansar: cada vez mais, o poder está com as pessoas.
Hoje mesmo, li um caso interessantíssimo no Blue Bus: Um americano comprou uma piscina inflável para que as crianças pudessem curtir o verão. Na embalagem, a bela foto de 5 crianças se espalhando na piscina. Mas, ao abrir a embalagem, a decepção: o photoshop comeu solto na embalagem. Não cabiam 5 crianças e o produto era muito, muito menor do que o apresentado. Brendan Donnllan, o americano em questão, não teve dúvida: sacou a câmera do celular e gravou a decepção da sua simpática filhinha para com o fabricante. E ele fez questão de espalhar esse vídeo, tanto que… ele está aqui! Veja com seus próprios olhos:
Para nós, que trabalhamos com e-commerce, é muito importante tomar cuidado com isso. Pergunte a si mesmo: No meu site, há informação suficiente sobre meus produtos? As fotos estão bastante claras? Os produtos são bons, atendem às expectativas dos consumidores? Meu prazo de entrega está bastante claro? Minha loja fornece ao consumidor a possibilidade de expressar a sua opinião, seja ela qual for? Estou preparado para ouvir essa opinião?
Se você respondeu SIM à maioria dessas questões, você está dentro do jogo, e o e-consumidor provavelmente vai jogar do seu lado. Agora, se respondeu NÃO, amigo… melhor tomar cuidado, hein!
Vamos dar uma espiadinha?
O Grande Irmão, ou Big Brother, como queiram, é muito mais antigo do que Cléber Bambam, Alemão, vó Naiá e as poesias nonsense do Pedro Bial. O Grande Irmão foi um personagem fictício do romance “1984″, de George Orwell. O programa ganhou esse nome devido ao próprio romance, onde o Grande Irmão representava o olho vivo do Estado, que tudo via e podia monitorar as ações e os caminhos de cada um dos cidadãos, e assim direcioná-los de acordo com a sua vontade.
Tá, mas o que isso tem a ver com Internet? Te respondo: Analytics, baby.
Já ouviu falar em analytics? Então ouça: quando você visita um site, um blog, faz uma compra numa loja virtual, acessa o orkut, seja lá o que estiver fazendo pela internet, tem sempre alguém seguindo o seu rastro. Não, não se assuste, eu não estou falando daqueles rastros que permitem a alguém invadir o seu computador, roubar a sua senha, a sua privacidade e o seu pão com mortadela, ou até mexer no seu queijo. Você deixa rastros sobre o seu caminho dentro de um site, e esses rastros podem ser usados pelo administrador do mesmo para entender os seus passos enquanto estava lá, e com isso procurar aprimorar o seu conteúdo, oferecendo cada vez mais informação relevante. Servir bem para servir sempre, já diria o saco de pão.
Eu já contei, em outros posts, como funcionam os reports de campanhas por e-mail, não? Só recapitulando: quando você recebe um e-mail marketing e clica nele, o administrador da campanha, desde que utilize as ferramentas corretas, vai saber que hora você leu o e-mail, quantas vezes leu, em que links e quantas vezes clicou e até se encaminhou o e-mail. E se você não recebeu o e-mail, ele também sabe, e sabe até o por que (caixa postal cheia, e-mail inexistente, etc).
Com os sites é parecido. Analytics é o conjunto de técnicas e ferramentas que permite a um administrador de um site saber quais as páginas mais visitadas do seu site, de onde vieram os seus visitantes e que palavras-chave utilizaram nos mecanismos de busca pra chegar até o seu site.
Recentemente, criei um blog pessoal, que não tem nada a ver com este aqui e não tem nada a ver com o meu trabalho, e como este novo blog fala de assuntos populares, decidi utilizar ao limite as técnicas de SEO (Search Engine Optimization), integradas com conhecimento em Analytics.
Estou falando do Deitando o Gato na Grelha, um blog que fala de receitas de churrasco de uma maneira descontraída e bastante descompromissada (bastante até demais). Churrasco é um assunto popular, bastante requisitado no Google, e é um assunto que eu conheço bem pra falar. Mandei brasa (literalmente) e comecei a ver os acessos crescendo sem fazer nenhuma divulgação, apenas interpretando os reports de analytics, e procurando formas do meu blog aparecer cada vez melhor no Google. Lembrando que estas técnicas podem ser utilizadas pra qualquer site.
Utilizando analytics, descobri coisas divertidíssimas. A primeira delas é sobre uma famosa apresentadora de televisão, que acabou virando personagem involuntária do blog. Esta senhora é famosa por preparar pratos bacanas e chiquérrimos na TV, e como nosso blog trata de um assunto mais rústico, o churrasco, os pratos decorados e bonitinhos dela acabam virando piada pronta. Faz parte da linha editorial do blog, sabe? O divertido aí é que o trabalho de SEO feito no blog é melhor do que o feito no site dela, então numa busca no Google, dependendo do assunto, meu blog aparece na frente. Um exemplo bacana é o da abobrinha. Muitas vezes, o pessoal busca no Google “receita abobrinha churraco apresentadora famosa” (troque o apresentadora famosa pelo nome de sua preferência) e acaba caindo no meu blog. Essas pessoas navegam em várias páginas do blog, e isso faz com que meu blog ganhe ainda mais relevância no Google.
Pois é, SEO é assim. Muitos clientes me dizem “Daniel, quero que minha empresa apareça na primeira página do Google”. Isso não é pago, não existe um milagre pra aparecer na primeira página. Essa posição você conquista, convence o Google de que merece estar lá. Precisa mostrar ao Google claramente sobre o que trata o seu site, e convencê-lo de que tem relevância neste assunto. O código-fonte do seu site precisa ter uma estrutura inteligente pra ajudar os mecanismos de busca a entendê-lo, seu conteúdo precisa ser cuidadosamente escrito para tal, enfim. Tem todo um trabalho, árduo, por sinal, pra se conquistar degraus no Google. Voltemos ao analytics.
Descobri, com a minha experiência, que o nome “Deitando o Gato na Grelha” acabou sendo uma acertada na mosca, mesmo sem querer. Nunca tinha pensado que em alguns lugares do Brasil, espetinho de carne se chama “espetinho de gato”. E notava, vendo os resultados de analytics, que muita gente procurava por esse termo. Será que a galera Brasil afora assa os bichanos mesmo? Qual nada, um amigo carioca me contou que lá no Rio é comum falar em espetinho de gato.
Descobri também que a receita da picanha e da corvina são as campeãs de audiência do site, e comecei a explorar melhor esses assuntos.
Com analytics, eu consigo saber quais as páginas mais acessadas, quais termos as pessoas procuram no Google pra chegar até meu site, quanto tempo passam no site, quantas páginas lêem, de onde vem (geograficamente falando) estas pessoas, enfim. Um mundo de informações que só servem para que você possa entender melhor o que o seu visitante quer, e apresentá-lo o que ele quer ver. Afinal, o consumidor digital gosta de dar as regras. E quanto mais você entender isto, melhor será para ambos.
Portanto, navegue sem dó. Saiba que sempre vai ter alguém vigiando os seus passos, e isso é bom. A qualquer momento, podem te estender um tapete vermelho.
Dica: Acesse analytics.google.com e leia os manuais, faça seu cadastro, faça e aconteça. Apesar de ser uma ferramenta complexa, o Google Analytics é bastante auto-explicativo. e grátis!
Como diria o Bial: vamos dar uma espiadinha?
R$2 bi no primeiro trimestre
Wow! Mil vezes Wow!
O comércio eletrônico faturou, apenas no primeiro trimestre deste ano, dois virgula três bilhões de reais em vendas online. São números muito expressivos, ainda mais em se pensando no período de crise que vivemos.
A última pesquisa do e-bit, o órgão que mensura de pertinho os números do e-comércio nacional nos dá uma luz de otimismo. As otimistas expectativas deste que voz escreve parecem estar se cumprindo: tanto consumidor quando o próprio comerciante estão conseguindo enxergar no e-commerce uma alternativa viável à crise.
Para o consumidor, preços muitas vezes mais baratos, facilidades de pagamento, de entrega, e todas as facilidades do e-commerce. E para o comerciante, uma operação mais barata e segura do que uma loja física. Além da maior de todas as possibilidades: a quebra da barreira regional às vendas. Ou seja: qualquer lojinha de bairro, por mais conceituada e bacaninha que fosse, estaria destinada a ser a lojinha do bairro. A menos que começasse a abrir filiais mundo afora, o que, convenhamos, não é pra qualquer lojinha de bairro. Agora, apostando suas fichas numa loja virtual, não há limites físicos mais. Em Patópolis, Patagônia ou na Terra do Nunca, se o Correio chega, tem comércio eletrônico.
Uma informação animadora do relatório é a constatação de que os grandes players estão começando a perder mercado para as pequenas lojas. Mais força para o consumidor, uma vez que a concorrência entre os diferentes players lhe é bastante benéfica. Além de trazer aconchegantes expectativas a quem está pensando em galgar seus primeiros degraus em e-commerce.
Os números são, ainda, bastante compatíveis com o que aconteceu, proporcionalmente falando, no ano passado. Se vendemos R$2,3bi nesses primeiro 3 meses, e R$8,2bi no ano passado inteiro, faça as suas previsões.
E olha que estamos enfrentando uma crise, hein? As coisas só tendem a melhorar, terreno fértil à vista!!